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"expressão de conexinas e de proteínas das junções celulares nos eventos fisiológicos e patológicos da mucosa gástrica de equinos"

Processo: 14/18635-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Francisco Javier Hernandez Blazquez
Beneficiário:Vânia Pais Cabral
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Caderinas   Conexinas   Estômago   Úlcera gástrica   Equinos

Resumo

A elevada morbidade de lesões gástricas tem sido descrita em equinos. O desequilíbrio entre os fatores protetores e lesivos intrínsecos alteram os mecanismos de defesa da mucosa gástrica, resultando em lesões que podem evoluir para úlceras na região aglandular (80%) ou glandular (20%). Além da produção de muco, fatores intrínsecos de proteção podem ser a causa desta diferença. Entre estes, as junções comunicantes (GAP) e as proteínas a elas associadas (conexinas) são conhecidas por desempenhar um importante papel no sistema de defesa e reparação epitelial e homeostase celular. Várias conexinas já foram relatadas no estômago de várias espécies, como as CX 32, 26, 40 e 43. Outras moléculas de junções de adesão celular como a E-caderina, a N-caderina e a beta²-catenina possuem um papel importante na manutenção da integridade estrutural dos epitélios e na diferenciação e proliferação celular. Alterações nos padrões de expressão destas moléculas, como redução, perda ou localização ectópica (subcelular) têm sido relatados em diversos tipos de enfermidades. Estas alterações podem estar associadas com a formação de lesões e úlceras estomacais em equinos, interferindo com os processos de reparação tecidual. Estudos em humanos descrevem que a Cx32 apresenta uma correlação inversa com o fator de proliferação celular Ki67 no epitélio da mucosa gástrica. Apesar da alta incidência de úlcera gástrica em equinos, a presença de junções comunicantes e das proteínas de adesão da mucosa gástrica em equinos ainda é pouco investigada, havendo apenas um relato da presença de Cx 32 exclusivamente no epitélio glandular. Neste contexto, o estudo de proteínas de junção se faz necessário para um maior entendimento das funções e do comportamento célula-célula da mucosa gástrica em equinos hígidos e ou com afecções gástricas. Assim, a verificação da correlação da distribuição das junções celulares e das conexinas nos processos fisiológicos e patológicos auxiliará nos procedimentos de diagnóstico e servirá como parâmetro no entendimento de fisiopatogenia de diversas gastropatias e/ou na avaliação morfofuncional da mucosa gástrica de equinos submetidos às distintas dietas alimentares e ou manejo zootécnico. Neste contexto, o atual projeto almeja estudar o papel das proteínas de junção e das conexinas na mucosa gástrica (aglandular e glandular), de equinos, com material de matadouros ou necrópsias, com e sem alterações macroscópicas teciduais, por meio de técnicas de histologia, microscopia eletrônica de transmissão e de imuno-histoquímica, com a identificação e localização das conexinas, caderinas (E e N) e cateninas (alfa e beta) e do marcador de proliferação celular Ki67 para verificar se há correlação entre as alterações da expressão destas moléculas e proliferação celular.