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Análise de qualidade de vida em estudo de tratamento com quimioterapia de indução baseada em cisplatina e gencitabina seguida de quimiorradiação definitiva em carcinomas invasivos da cérvice uterina localmente avançados

Processo: 16/16568-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Maria Del Pilar Estevez Diz
Beneficiário:Fernanda Nunes de Arruda
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia   Neoplasias do colo uterino   Quimiorradioterapia   Cisplatino   Qualidade de vida   Inquéritos e questionários   Testes hematológicos   Técnicas histológicas   Estudos prospectivos

Resumo

A importância do estudo do câncer de colo uterino pode ser compreendida ao avaliar sua magnitude nacional: é a terceira localização primária de incidência e de mortalidade por câncer em mulheres. Nesse contexto, desenvolveram-se múltiplas técnicas terapêuticas na última década, com o objetivo de aumento da sobrevida. Entretanto não está claro qual o impacto na qualidade de vida dessas mulheres. Esta temática, que aborda aspectos como saúde mental e social e qualidade de vida sexual, é de fundamental significância na escolha do tratamento. No âmbito da terapêutica, estudos recentes apontam que a radioquimoterapia é igual ou superior ao tratamento cirúrgico, havendo resultados que avaliaram positivamente a associação de gencitabina e cisplatina no contexto paliativo. Até o momento a quimioterapia neoadjuvante seguida da quimiorradiação exclusiva não foi avaliada em estudo prospectivo. Esta estratégia de tratamento está envolvida em estudo institucional que está sendo desenvolvido no ICESP, "Estudo de Fase II, prospectivo, randomizado, não comparativo, de tratamento com quimioterapia de indução baseada Cisplatina e Gencitabina seguida de quimioirradiação ou quimioirradiação definitiva em carcinomas invasivos da cérvice uterina localmente avançados" (CCLA). Ao acompanhar o estudo que visa a determinar se a quimioterapia de indução com cisplatina e gencitabina seguida de quimioirradiação é superior ao tratamento padrão com quimiorradiação, em pacientes com diagnóstico de CCLA. Objetivo: O presente estudo objetiva avaliar e comparar o efeito de duas linhas de tratamento sobre a qualidade de vida e a vida sexual das pacientes com carcinoma invasivo da cérvice uterina, sendo elas (1) a quimioterapia de indução com cisplatina e gencitabina, seguida de quimioirradiação, e (2) a quimioirradiação apenas. Métodos: Foram elegíveis para o estudo pacientes admitidas no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INRAD - HC - FMUSP) com diagnóstico histológico de carcinoma invasivo da cérvice uterina, localmente avançado, com estádio IIB a IVA da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) e candidatas a tratamento com quimiorradiação definitiva participantes do "Estudo de Fase II, prospectivo, randomizado, não comparativo, de tratamento com quimioterapia de indução baseada Cisplatina e Gencitabina seguida de quimioirradiação ou quimioirradiação definitiva em carcinomas invasivos da cérvice uterina localmente avançados". Foram selecionadas para avaliação no presente estudo cinquenta pacientes em que foi realizado coleta de sangue para marcadores biológicos de fatores de angiogênese e proliferação. Os critérios de inclusão englobam o consentimento e preenchimento dos questionários de qualidade de vida, além da participação no estudo e diagnóstico supracitados. A análise da qualidade de vida das pacientes é feita por meio da escala do Estado Global de Saúde da Organização Européia para a Investigação e o Tratamento do Câncer (EORTC) QLQ-C30 e o módulo do câncer de cérvice uterina dessa mesma organização - EORTC QLQ-CX24, tais questionários serão administrados no início e depois de 3, 6 e 12 meses de tratamento. A aplicação do questionário está sendo realizada antes do início das duas linhas de tratamento, e antes da consulta médica que precede cada ciclo de quimioterapia e radioterapia. Com a avaliação pode-se descobrir quais são as queixas de maior impacto na vida dos pacientes, a partir dessa descoberta, elaborar novas condutas e/ou orientações. Desse modo, é possível avaliar qual o tratamento mais eficaz e menos debilitante para a paciente.

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