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Imaginação arquitetônica e experiência social: projeto, construção e apropriação dos Centros Educacionais Unificados (CEUs)

Processo: 16/19720-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Fernanda Arêas Peixoto
Beneficiário:Vinícius Augusto Guerra Spira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Espaço público

Resumo

A pesquisa trata dos Centros Educacionais Unificados (CEUs), complexos que desde o início da década passada vêm sendo implementados em áreas periféricas urbanas de São Paulo e diversas outras cidades brasileiras. Reunindo num só local um conjunto de equipamentos de educação, cultura, esporte e lazer, os CEUs são capazes de promover impactos significativos no dia a dia dos moradores de bairros dotados de grandes carências sócio-econômicas e urbanas.Minha pesquisa de mestrado realizou uma etnografia das práticas cotidianas nos CEUs Butantã e Vila Rubi em São Paulo, procurando observar como a efetivação do acolhimento à população dependia das interações entre usuários e funcionários, bem como de espaços físicos, normas de funcionamento e outros aspectos.Trata-se agora de ampliar este escopo para observar também como os CEUs começam a tomar forma já durante seu processo de planejamento e construção, nos quais ganham destaque os aportes trazidos por políticos, educadores e arquitetos. Para tanto, tiro partido de minha dupla experiência como antropólogo e arquiteto para realizar uma etnografia multilocalizada e acompanhar a construção do CEU Parque Novo Mundo em São Paulo, e o desenvolvimento dos projetos arquitetônicos dos CEUs Alvarenga e Orquídeas em São Bernardo do Campo - estes últimos contando com minha própria atuação como arquiteto junto ao escritório Brasil Arquitetura, entre o início de 2015 e meados de 2016. A ideia é mobilizar os relatos etnográficos destes três centros educacionais, além daqueles já considerados no mestrado para os CEUs Butantã e Vila Rubi, para lançar um olhar de longo prazo sobre a constituição da realidade cotidiana dos CEUs, passando por repartições públicas, escritório de arquitetura, canteiro de obras, espaços institucionais e entorno urbano. Trata-se, com isso, de entender o modo como aspectos humanos e não-humanos - representados por espaços, normas, leis, técnicas construtivas, entre outros fatores - e vicissitudes de processo - controvérsias, imprevistos, decisões, tentativas de antecipação do futuro e outras dinâmicas - articulam-se e podem se articular para a efetivação do acolhimento aos usuários nos centros educacionais.

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