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Uso de diopsidito como corpo moedor para moinhos de bola: fase 2

Processo: 17/06915-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Minas - Tratamento de Minérios
Pesquisador responsável:José Francisco Marciano Motta
Beneficiário:José Francisco Marciano Motta
Empresa:Minaplan Comércio e Serviços Ltda
Vinculado ao auxílio:16/08594-5 - Uso de diopsidito como corpo moedor para moinhos de bola - fase 2, AP.PIPE
Assunto(s):Mineralogia   Moinhos   Cominuição   Matérias primas minerais   Cerâmica (materiais cerâmicos)

Resumo

Na indústria de cerâmica, onde são usadas matérias primas moídas (-200#) por moínhos de bola, utilizam-se seixos de "silex" e esferas de alumina como corpos moedores. As esferas de alumina são mais densas (3,4 a 3,6 g/cm3) e têm maior dureza (dureza Knoop de 10-18 GPa), proporcionando desempenho superior (maior produtividade e maior durabilidade), porém essas esferas têm alto custo e menor disponibilidade. Por outro lado, os seixos de "sílex" são menos densos (2,6 g/cm3) e de menor dureza (dureza Knoop 6-10 GPa), porém mais utilizados industrialmente em moinho de bola para moagem de matérias primas cerâmicas. No entanto, com a introdução do diopsidito moído como nova matéria prima para o setor de engobes, os seixos de sílex vêm apresentando desempenho ainda pior e há problemas de abastecimento de esferas de alumina de diâmetro grande (x>44mm). Em alguns casos, há empresas que desistem da moagem do diopsídio, atividade que fica concentrada em poucas empresas. Essa dificuldade de moagem foi relacionada à densidade alta do diopsídio e à sua resistência ao desgaste. Tendo em vista que essas duas características são as mesmas buscadas para os corpos moedores, lançou-se a hipótese do diopsidito servir como um bom corpo moedor, ainda mais que a sua "contaminação" ao moer as matérias primas poderia ser um aditivo benéfico às massas cerâmicas. Neste contexto, propôs-se o projeto "Uso de diopsidito como corpo moedor para moinhos de bola" para a Fase 1 do programa Pipe, o qual foi aprovado e está em seu sexto mês de execução. Como as hipóteses lançadas vem sendo corroboradas pelos resultados- alta produtividade do diopsidito na moagem de todas as matérias primas testadas, bem superior aos seixos de "silex" e próximo ao das esferas de alumina; resistência à abrasão média, próxima à do silex para algumas matérias primas; bom aditivo às massas cerâmicas; com disponibilidade de reservas; e resíduo zero na produção dos seixos- avaliou-se que o diopsidito tem alto potencial técnico para a confecção de corpos moedores para moinhos de bola, podendo substituir os seixos de "sílex" e mesmo as esferas de alumina em determinados segmentos. Dessa forma, julgou-se pertinente solicitar apoio da FAPESP para a Fase 2 do programa PIPE, pois os estudos experimentais da Fase 1 ficaram restritos à escala de laboratório. O projeto ora proposto visa extrapolar a pesquisa, com ensaios de moagem de matérias primas em escala semi-industrial a industrial; estudar e equacionar o método de produção dos seixos, desde a mina até o produto; e melhor avaliar o uso do diopsidito em cerâmica e em outros setores industriais, tanto para mostrar os benefícios da "contaminação" na moagem, bem como ampliar o uso dessa matéra prima que será subproduto da produção de seixos de diopsidito. O método de trabalho prevê as seguintes etapas: organização do projeto; pesquisa bibliográfica; preparação de campo; trabalhos de campo; análises químicas e mineralogia; ensaios tecnológicos; tratamento de dados; e elaboração de relatório parcial e final. O resultado esperado é a confirmação da possibilidade de um novo produto, um corpo moedor de diopsidito, que poderá propiciar um melhor custo benefício em relação aos corpos moedores tradicionais, na moagem industrial de diopsídio e de outras matérias primas cerâmicas no universo industrial do estado de São Paulo, Brasil e, quiçá, para exportação. (AU)

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