| Processo: | 17/02546-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 25 de fevereiro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Bruno Gualano |
| Beneficiário: | Fabiana Braga Benatti |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Reumatologia Artrite reumatoide Atividade física Sedentarismo Estudos cross-over |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | artrite reumatóide | Atividade Física | Inatividade física | Quebra do tempo sedentário | Sedentarismo | Reumatologia |
Resumo A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória sistêmica crônica, caracterizada pelo acometimento das articulações sinoviais e manifestações clínicas, a saber, dor crônica, fadiga e fraqueza muscular, além de importante risco de morbimortalidade cardiovascular. A somatória dos sintomas clínicos e maior prevalência de fatores de risco cardiovasculares parece levar à perda progressiva das capacidades físicas e funcionais, contribuindo para o desenvolvimento de um estilo de vida sedentário. Sabe-se que programas de exercício físico são efetivos em melhorar a capacidade aeróbia, força muscular, capacidade funcional, fatores de risco cardiovascular e composição corporal em pacientes com AR. Entretanto, um número crescente de estudos sugere que a participação regular em programas estruturados de atividade física e o cumprimento das recomendações de atividade física (i.e., 150 min/sem de atividade física moderada à vigorosa - MVPA) não sejam suficientes para contrapor os malefícios à saúde causados pelo sedentarismo, ou seja, tempo prolongado despendido na posição sentada ou deitada diariamente. Além disso, estudos epidemiológicos e experimentais têm demonstrado que a simples interrupção de longos períodos despendidos em comportamento sedentário, mesmo que com atividades físicas leves (i.e., caminhadas leves ou ficar em pé), está associada à melhora de fatores de risco cardiometabólicos e redução do risco de mortalidade por todas as causas. Diante do exposto, é plausível assumir que a promoção da interrupção do tempo sedentário com atividades leves impacte beneficamente fatores de risco cardiometabólicos em pacientes com AR. Contudo, ao nosso conhecimento, nenhum estudo na literatura se debruçou sobre essa questão. Dessa forma, o objetivo do presente estudo é investigar os efeitos da interrupção do tempo sedentário com atividade física leve em marcadores metabólicos (glicemia, insulina, peptídeo C, triglicérides, colesterol total e frações, e citocinas pós-prandiais), comportamento da pressão arterial e da frequência cardíaca batimento-a-batimento, e expressão de proteínas e genes do músculo esquelético classicamente associados à atividade física e ao metabolismo energético, comparado aos efeitos do comportamento sedentário contínuo e de uma sessão de exercício físico em intensidade moderada a vigorosa seguida de comportamento sedentário. Para tal, será conduzido um estudo crossover randomizado com 10 pacientes com AR, onde cada paciente realizará três condições experimentais de 8 h, separadas por pelo menos seis dias: SED - comportamento sedentário (8h na posição sentada); AFL - redução do tempo sedentário (3 min de atividade física leve a cada 30 min durante as 8 horas) e; EX - exercício físico (30 min de MVPA + 7,5h na posição sentada). Duas refeições padronizadas serão servidas nos momentos 0h e 4h. Coletas de sangue serão realizadas imediatamente antes (0) e 30, 60, 120, 180 e 240 minutos após cada refeição para análises sanguíneas pós-prandiais. A pressão arterial será aferida em repouso, imediatamente antes do início do experimento e subsequentemente de hora em hora. A frequência cardíaca batimento-a-batimento será aferida por meio de um frequencímetro ao longo de todo o experimento. Por fim, uma biópsia muscular será realizada imediatamente após o término do experimento para fins de análise de expressão proteica e gênica. (AU) | |
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