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Foi estupro ou apenas uma piada? Os embates midiáticos e políticos no caso do ator Alexandre Frota

Processo: 17/08060-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Heloisa Buarque de Almeida
Beneficiário:Ana Carolina Braga Azevedo
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sexualidade   Violência contra a mulher   Delitos sexuais   Mídia alternativa

Resumo

Este projeto pretende analisar o caso do ator Alexandre Frota que revela a um programa de entrevistas na Rede Bandeirantes um estupro de modo jocoso, dizendo ter "pegado" uma mãe de santo. Após a reprise da entrevista em 2015, alguns setores e mídias ligados a movimentos sociais interpretaram o relato como uma cena de estupro, acusando o ator e o programa de apologia ao estupro. O caso ganhou repercussão na mídia alternativa, representada pelas redes sociais, blogs que se dizem feministas ou não, movimentos sociais de direitos das mulheres, e a maioria desses meios de comunicação interpretou a cena como uma cena de violência, alguns mencionando o termo estupro. Na mídia hegemônica, entretanto, tais como jornais de grande circulação e canais de comunicação com grande alcance, o caso foi retratado de uma maneira mais discreta e ambígua, em alguns meios aparecendo como apenas uma brincadeira, em outros como uma cena de sexo. A própria visão de Frota, durante o programa, girou em torno de uma cena de conquista e sexo. Essa cena e o impacto midiático e político que ela causou permite refletir sobre os modos de operar da mídia hegemônica contrapondo com a mídia alternativa, focando no debate acerca da violência sexual e como as categorias estupro e sexo foram usadas nas diferentes mídias. Pensando nas disputas em torno desse caso, este projeto visa analisar quais foram os significados que essas mídias deram para categorias que envolvem violência sexual e de gênero, e como as diferentes narrativas sobre o caso foram construídas. (AU)