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Avaliação da disbiose intestinal em pacientes com tireoidite de Hashimoto e correlação com citocinas inflamatórias séricas

Processo: 17/07444-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Gislane Lelis Vilela de Oliveira
Beneficiário:Leonardo César de Freitas Cayres
Instituição-sede: Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr Paulo Prata (FACISB). Barretos , SP, Brasil
Assunto(s):Disbiose   Microbioma gastrointestinal   Autoimunidade   Autoanticorpos   Doença de Hashimoto

Resumo

A microbiota comensal do trato oral-gastrointestinal compreende várias espécies de microrganismos, principalmente bactérias, que vivem em simbiose com o ser humano e residem principalmente na porção distal do intestino. A relação de mutualismo entre a microbiota e o hospedeiro inclui contribuições como a digestão e fermentação de carboidratos, produção de vitaminas, desenvolvimento de tecidos linfoides associados à mucosa e prevenção da colonização por patógenos devido à competição. Todavia, quando essa relação de mutualismo entre hospedeiro e comensal está desregulada, condição conhecida como disbiose, a microbiota intestinal pode contribuir para o desenvolvimento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes. O objetivo deste trabalho será avaliar a disbiose intestinal em pacientes com tireoidite de Hashimoto (TH) e correlacionar com as concentrações séricas de citocinas inflamatórias. Serão incluídos pacientes e indivíduos controles atendidos nos postos de saúde associados à Secretaria de saúde do município de Barretos. Ambos os grupos assinarão o termo de consentimento livre e esclarecido e responderão ao questionário sobre estilo de vida e hábitos alimentares. As amostras de fezes serão colhidas pelos próprios indivíduos em frascos coletores universais, após identificação e esclarecimentos a respeito da coleta. Os dados clínicos dos pacientes, tais como síndrome metabólica, ganho de peso, alopécia, cansaço, manifestações neurológicas, constipação, anti-tireoperoxidase (anti-TPO), anti-tireoglobulina (anti-TG), anticorpo anti-receptor de TSH (TRAb) e tratamento medicamentoso, serão registrados. O DNA bacteriano será extraído utilizando kit comercial e a caracterização da microbiota será realizada por PCR em tempo real utilizando primers para grupos bacterianos específicos. A dosagem de citocinas inflamatórias será realizada por ensaios de ELISA. Os resultados da microbiota intestinal de pacientes e controles serão analisados utilizando o teste de Mann-Whitney e as correlações pelo teste de Spearman. Esperamos encontrar diferenças na composição da microbiota intestinal de pacientes em relação aos indivíduos sadios e possíveis correlações com os dados clínicos e citocinas inflamatórias. Estudos adicionais sobre a disbiose em doenças autoimunes são necessários, e possivelmente, no futuro, probióticos imunomoduladores possam auxiliar no tratamento da tireoidite autoimune. (AU)