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Identificação de polimorfismo gênico do CFH de pacientes com leptospirose

Processo: 17/18936-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunogenética
Pesquisador responsável:Lourdes Isaac
Beneficiário:Leonardo Moura Midon
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Leptospirose   Enchentes urbanas   Polimorfismo genético   Bactérias patogênicas

Resumo

A leptospirose é uma importante zoonose especialmente em países em desenvolvimento e de clima tropical ou ameno. Aproximadamente um milhão de casos são relatados a cada ano, dos quais em torno de 10% evoluem para óbito. O contato da água e solo com a urina contaminada de animais é amplificado com condições de saneamento inadequado e/ou enchentes. Esses microrganismos são de vida extracelular e ativam a resposta imune inata e adaptativa, tais como: fagocitose, geração de anticorpos específicos e ativação do sistema complemento, entre outras funções biológicas. O sistema complemento faz parte da imunidade inata e adaptativa, sendo uma das primeiras formas de defesa do hospedeiro contra patógenos, podendo ser ativado pela Via Clássica, Via Alternativa ou/e Via das Lectinas. Uma vez ativado, fatores quimiotáticos são gerados, atraindo para o local infectado células inflamatórias. A formação do complexo de ataque à membrana sobre a superfície do patógeno pode causar sua morte. A deposição de C3b na superfície do patógeno e outras opsoninas facilitam a fagocitose. A produção de anafilotoxinas (C3a, C4a e C5a) permite a liberação de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos. Com a ativação deste sistema, a produção de anticorpos específicos é estimulada, conferindo maior proteção ao hospedeiro. O Fator H é um dos principais fatores de regulação da Via Alternativa e atua no decaimento da C3-convertase, evitando a amplificação desta via com consequente consumo exagerado de C3 e ataque das próprias células do hospedeiro. As proteínas LigA e LigB encontradas na superfície de leptospiras patogênicas são capazes de interagir com certos domínios do Fator H humano, impedindo a ativação da Via Alternativa, contribuindo assim para aumentar a sua sobrevivência no hospedeiro. Nossa hipótese de trabalho é que mutações no Fator H poderiam aumentar a interação deste regulador com leptospiras, facilitando assim a sua disseminação dentro do hospedeiro. O objetivo deste projeto é identificar a presença de polimorfismos no gene CFH em pacientes com leptospirose que favoreçam uma melhor interação com leptospiras patogênicas e que possam correlacionar com quadros mais graves desta doença. (AU)

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