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Padrões de endemismo filogenético e filogeografia comparada da herpetofauna da Amazônia Brasileira

Processo: 17/08357-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Miguel Trefaut Urbano Rodrigues
Beneficiário:Sérgio Marques de Souza
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Biogeografia   América do Sul   Amazônia

Resumo

Como e quando se deu a evolução da megadiversidade biológica na Amazônia? Essa é uma das questões mais controversas da biogeografia neotropical, sendo intensamente discutida desde o século XIX. Em se tratando de répteis e anfíbios, uma das poucas idéias consensuais sobre esse tema é a de que a diversidade taxonômica descrita está subestimada. Trabalhos de filogeografia evidenciaram forte estruturação genética e diversidade críptica em diversos organismos anteriormente tidos como espécies amplamente dispersas ao longo do bioma. Infelizmente essa nova camada de diversidade tende a não ser incorporada formalmente em medidas de diversidade biológica regional ou ainda em planejamentos de áreas prioritárias para a conservação, pelo fato de frequentemente não serem descritas como espécies distintas. Nesse sentido, medidas de Diversidade Filogenética (PD) e Endemismo Filogenético (PE) revelam e projetam espacialmente a singularidade evolutiva biológica, contornando as assimetrias entre a taxonomia alfa e estudos de biologia evolutiva, inserindo assim a diversidade críptica em programas de conservação. Sendo assim, um dos objetivos dessa proposta é de decifrar padrões de PE na Amazônia Brasileira, através da compilação de dados moleculares já publicados e da geração de dados novos para 16 espécies da herpetofauna. Além de revelar padrões, também pretendemos clarificar o entendimento dos processos históricos responsáveis pela diversificação da herpetofauna amazônica, realizando uma análise de filogeografia comparada para dois complexos de espécies cripticas, Chatogekko amazonicus e Loxopholis spp, através da aplicação de protocolos de sequenciamento de DNA de nova geração (ddRADseq) e análise dos dados no framework da filogeografia estatística, possibilitando assim testar de forma robusta as diversas hipóteses já propostas para explicar o surgimento e manutenção da biodiversidade amazônica.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Expedições à Amazônia revelam novas espécies de sapos, lagartos, aves e plantas 
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