| Processo: | 12/09463-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Miguel Trefaut Urbano Rodrigues |
| Beneficiário: | Renato Sousa Recoder |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 11/50146-6 - Filogeografia comparada, filogenia, modelagem paleoclimática e taxonomia de répteis e anfíbios neotropicais, AP.BTA.TEM |
| Assunto(s): | Filogeografia Herpetologia Morfometria Diversidade Diversificação Especiação genética Lagartos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Diversidade | Especiação | Filogeografia | Morfometria | Refúgios Pleistocênicos | Variação geográfica | Herpetologia |
Resumo A filogeografia é um campo de estudo que tem alcançado prestígio, e suas ferramentas têm sido aplicadas para lidar com inúmeras questões em biogeografia, sistemática, ecologia e evolução. Um grupo de interesse para estudos filogeográficos é tribo Iphisiini, uma linhagem de lagartos microteídeos composta por seis espécies distribuídas ao longo dos principais domínios morfoclimáticos brasileiros. As espécies da tribo apresentam grande conservadorismo em morfologia externa, em contraste à tribo Gymnophthalmini, uma linhagem relacionada em que as espécies apresentam notáveis casos de variação morfológica como adaptação a hábitos fossoriais. No entanto, foi demonstrada que há diversidade críptica em Iphisa elegans, uma espécie amazônica de Iphisiini com ampla distribuição. Sua espécie-irmã, Colobosaura modesta, ocorre amplamente no Cerrado, associada a formações florestais irregularmente distribuídas nas paisagens. É suposto que esta espécie possa representar também um caso de diversidade críptica. Outra questão de interesse em relação aos Iphisiini é a ocorrência de duas espécies com distribuição relictual em formações florestais úmidas, no nordeste brasileiro, consideradas como "refúgios pleistocênicos". De forma parecida, espécies de Acratosaura ocorrem "constrangidas" a ambientes amenos ou de altitude, supostamente em resposta a alterações históricas em condições climáticas adequadas para a ocorrência das espécies. Desta forma, as espécies da tribo Iphisiini representam modelos interessantes para explorar questões relativas ao tempo de diversificação, sua relação com diversidade morfológica e molecular, e o papel de isolamento causado por eventos climáticos pretéritos para os padrões de diversificação. | |
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