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O papel de elementos do microambiente tumoral na plasticidade e heterogeneidade de células malignas

Processo: 17/24287-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 15 de abril de 2018
Vigência (Término): 08 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Pedro Augusto Carlos Magno Fernandes
Beneficiário:Gabriela Sarti Kinker
Supervisor no Exterior: Itay Tirosh
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa : Weizmann Institute of Science, Israel  
Vinculado à bolsa:14/27287-0 - Caracterização do sistema melatonérgico de gliomas humanos e sua implicação sobre o grau de agressividade e invasibilidade tumoral, BP.DD
Assunto(s):Biologia de sistemas   Citocinas   Melatonina

Resumo

Plasticidade e heterogeneidade celular são características fundamentais de tumores humanos e surgem como consequência de mecanismos genéticos e epigenéticos, bem como de sinais ambientais. Essa diversidade é considerada uma importante fonte de fracasso terapêutico, uma vez que subpopulações de células resistentes podem causar a recorrência e metástase do tumor. No ecossistema tumoral, células malignas e estromais comunicam-se por meio de interações célula-célula e pela liberação de fatores solúveis. Sabe-se que citocinas como IL6, IL8 e TGF-beta, por exemplo, podem modular a proliferação, sobrevivência, invasão e metástase de células tumorais. Além disso, recentemente, demonstramos que células de glioma podem produzir melatonina, uma indolamina conhecida por ser liberada pela glândula pineal durante a noite. Mostramos também que a melatonina sintetizada pelos gliomas pode exercer efeitos autócrinos anti-proliferativos por meio da ativação de seus receptores de membrana MT1. Com isso em mente, combinando os níveis de expressão gênica de enzimas de síntese e degradação de melatonina, desenvolvemos um modelo preditivo do conteúdo de melatonina no microambiente tumoral, o índice ASMT:CYP1B1. Interessantemente, um baixo valor de índice, indicativo de baixos níveis de melatonina, está associado aos piores prognósticos em pacientes com gliomas e outros oito tipos de tumores sólidos. Atualmente, não há dúvidas de que fatores solúveis produzidos no microambiente tumoral podem modular o comportamento maligno. No entanto, o papel de tais mecanismos não-hereditários na heterogeneidade intratumoral permanece amplamente desconhecido. Sendo assim, combinando sequenciamento de transcriptoma de células individuais (scRNA-seq) a abordagens multiplex, investigaremos o papel de melatonina (e análogos), citocinas, meio condicionado de macrófagos/fibroblastos e hipóxia na modulação da heterogeneidade e plasticidade de ~20 linhagens celulares humanas de diferentes tipos tumorais (glioma, melanoma, carcinoma de cabeça e pescoço e adenocarcinoma de cólon). Em última estância, este trabalho pode fornecer o arcabouço para a proposição de terapias-alvo baseadas no microambiente tumoral, utilizando a resolução do scRNA-seq para identificar assinaturas de expressão gênica com o potencial de prever a resposta a tratamentos.

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