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Produção camarão marinho (Litopenaeus vannamei) em sistemas de bioflocos com baixas salinidades

Processo: 18/01216-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Sabrina Medeiros Suita
Beneficiário:Sabrina Medeiros Suita
Empresa:Peixe do Mar Aquicultura Marinha Sustentável Ltda. - ME
Vinculado ao auxílio:17/00668-2 - Produção camarão marinho (Litopenaeus vannamei) em sistemas de bioflocos com baixas salinidades, AP.PIPE
Assunto(s):Aquicultura   Carcinocultura   Camarão   Litopenaeus vannamei   Salinidade do mar   Dessalinização   Efluentes

Resumo

A produção de camarões marinhos encontra-se quase que totalmente em áreas costeiras, no entanto o elevado valor das terras nestas áreas incrementa o custo da produção. Uma alternativa para diminuir custos é cultivar de espécies marinhas em regiões afastadas da costa, podendo ser denominado como cultivo em águas interiores, caracterizado pelo uso água de menor salinidade em relação à do mar (Sowers et al., 2005). Algumas espécies como o camarão Litopenaeus vannamei apresentam relativo sucesso neste tipo de produção, porém dependendo da fonte de água utilizada, existem problemas de deficiências ou desbalanço iônico (Atwood et al., 2003; Saoud et al., 2003; Roy et al., 2010), já que a regra da constância da composição da água do mar não se aplica às águas subterrâneas interiores. Para contornar estas limitações tem se empregado a suplementação com alguns sais, principalmente magnésio e potássio (Davis et al., 2005, Roy et al., 2010). Como o custo para obtenção da água salinizada artificialmente é alto e ainda há a dificuldade de descarte de efluentes salinizados no meio ambiente, cultivos interiores são operados em sistemas fechados, tais como o sistema BFT (Biofloc-Technology). O princípio básico do sistema BFT é realizar a ciclagem dos compostos nitrogenados dentro do próprio tanque de cultivo, pela ação de bactérias predominantemente heterotróficas e aeróbias sem necessidade de renovações de água (De Schryver et al. 2008). Além do uso de sais comerciais, os Sistemas de Dessalinização Via Osmose Inversa (SDOI), também podem ser fonte alternativa para obtenção de sais, onde se faz uso de membranas semipermeáveis com a finalidade de diminuir a quantidade de sais presentes na água. Projetos desenvolvidos pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba sugerem a utilização do rejeito de dessalinizador para várias atividades, dentre elas o cultivo de organismos marinhos em regiões interiores, porém é necessário conhecer a composição iônica deste rejeito e ajustá-la às necessidades da espécie alvo antes do uso. Os efeitos das diferentes salinidades e diferentes vias de salinização artificial na produção de camarões marinhos ainda são pouco conhecidos e merecem maiores investigações, contudo garantem: a) redução da emissão e maior praticidade no tratamento dos efluentes; b) fornecimento de camarão marinho fresco em regiões afastadas da costa; c) controle de parâmetros ambientais e sanitários; d) aumento de biossegurança; f) facilidade na obtenção de licenças ambientais e; g) diminuição do risco de predação e/ou fuga da espécie alvo, sendo fatores que justificam tal proposta. A salinização artificial na produção de camarões marinhos em águas interiores em sistemas de bioflocos ainda necessita de maiores investigações; a Peixe do Mar Aquicultura Marinha Sustentável Ltda. possui os seguintes objetivos na presente proposta de trabalho para a fase 1: ciclo de produção com uso de berçários e despescas parciais; b) cultivo em água com baixa salinidade; c) redução de emissão de efluentes. Espera-se que realização do projeto proposto permita a comprovação da viabilidade técnica e econômica do cultivo de Litopenaeus vannamei em sistemas de bioflocos, longe da costa e com água com baixa salinidade oriunda da mistura comercial de sais e rejeito de dessalinização de água (osmose inversa). O impacto imediato será o crescimento da oferta de camarões marinhos de alto valor agregado, produzidos de forma ambientalmente sustentável e que possam ser fornecidos frescos e com qualidade aos consumidores. (AU)