| Processo: | 17/00810-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 16 de maio de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Renata Gorjao |
| Beneficiário: | Laiane Cristina dos Santos |
| Instituição Sede: | Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Imunologia Linfócitos T reguladores Expressão gênica Sepse Alta hospitalar Citometria de fluxo Reação em cadeia da polimerase em tempo real |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alta Hospitalar | Células T reguladoras | expressão gênica | Imunoparalisia | Inflamação | sepse | Imunologia |
Resumo A Sepse é causada por resposta imunológica sistêmica, exacerbada e desregulada, do hospedeiro a um agente infeccioso que pode levá-lo a óbito. A secreção excessiva de mediadores inflamatórios e ativação de leucócitos podem comprometer as funções exercidas pelos órgãos. A falência dos órgãos está associada à alta taxa de mortalidade nos Centros de Unidade Intensiva. Contudo, há também alta taxa de mortalidade de pacientes pós-sépticos nos anos seguintes à doença. A resposta imune está alterada e os leucócitos respondem de forma ineficiente a diferentes estímulos no período de longo prazo após a Sepse. No entanto, não há dados sobre alterações no perfil de resposta de linfócitos nestes pacientes após diferentes períodos da alta hospitalar, tanto a curto prazo (internação e alta hospitalar), médio prazo (3 e 6 meses após o quadro), como a longo prazo (12 meses após a doença). Portanto, o objetivo desse trabalho é avaliar o perfil de linfócitos e o padrão de expressão de genes envolvidos na ativação e regulação dos mesmos em pacientes com Sepse e após diferentes períodos de alta hospitalar. Serão avaliados 40 pacientes atendidos no Hospital Universitário da USP (HU-USP) que desenvolveram Sepse ou Choque Séptico. O grupo de pacientes pós-sépticos será acompanhado desde a internação hospitalar, logo após à alta da unidade de terapia intensiva, 3, 6 e 12 meses após. Será coletado sangue em tubos contendo EDTA e realizada a separação de linfócitos. Destas células, avaliaremos a porcentagem de linfócitos T reguladores, Th1, Th2 e Th17 por citometria de fluxo. Posteriormente, realizaremos a análise da expressão dos genes envolvidos no processo de diferenciação de linfócitos (IL-35, TGF-beta, Foxp3, Blimp-1, ROR- alfa, RORgt, GATA3, e T-bet) por PCR em tempo real. Estudos revelam que a alta taxa de mortalidade ocasionada pela Sepse não se detém apenas ao período no qual o paciente encontra-se enfermo, mas se prolonga durante o primeiro ano após o quadro. Todavia, as informações disponíveis na literatura sobre as modificações sofridas no organismo após a Sepse e que podem acarretar na morte de pacientes são escassas, ainda assim, nenhum estudo avaliou o perfil de resposta de linfócitos destes pacientes durante todo o período. É importante compreender o que ocorre no sistema imunológico, pois mudanças neste sistema podem favorecer outras complicações após a alta hospitalar. Este estudo possibilitará a investigação e acompanhamento do perfil de linfócitos em pacientes após a Sepse para que possamos adquirir uma melhor compreensão dos impactos causados pela Sepse ao organismo e particularmente ao controle do sistema imunológico. (AU) | |
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