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Mecanismos imuno-moleculares envolvidos na resistência ao desenvolvimento da imunossupressão na sepse neonatal

Processo: 16/11405-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Fernando de Queiroz Cunha
Beneficiário:David Fernando Colon Morelo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/08216-2 - CPDI - Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias, AP.CEPID
Bolsa(s) vinculada(s):18/23079-5 - Investigação dos mecanismos imunológicos envolvidos na resistência à imunossupressão a longo termo na sepse pediátrica, BE.EP.DR
Assunto(s):Idade   Imunorregulação   Imunossupressão   Sepse   Linfócitos T reguladores

Resumo

A sepse é uma das principais causas de mortalidade de pacientes hospitalizados em todo o mundo. Clinicamente é definida como uma Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) decorrente de um processo infeccioso que, comumente, pode evoluir para um quadro de falência múltipla dos órgãos seguido de morte. Ressalta-se que a taxa de mortalidade de sepse em pacientes pediátricos e significativamente superior à observada em adultos. Soma-se ao quadro de gravidade da sepse grave o fato que indivíduos adultos sobreviventes à sepse grave desenvolvem imunossupressão de longa duração, caracterizada pelo aumento da susceptibilidade às infecções secundárias ou outras doenças que pode perdurar até cinco anos. De maneira surpreendente, dados preliminares do nosso grupo de pesquisa demostraram que animais recém-nascidos sobreviventes a sepse grave, embora apresentem na fase aguda mais grave, incluindo maior mortalidade, não desenvolvem o quadro de imunossupressão, sugerindo que a disfunção imune induzida pela sepse grave pode ser um evento dependente da idade. Contudo, o entendimento dos mecanismos envolvidos na relação deste fenômeno biológico com a idade ainda é desconhecido. Neste contexto, nosso grupo demonstrou que o eixo de citocinas do tipo 2 (IL-4, Il-10 e IL-33), e o aumento na frequência de células Tregs mediado por macrófagos do perfil M2 desempenham um papel central na imunossupressão induzida pela sepse grave em indivíduos adultos. No entanto, até o presente momento não existem trabalhos analisando o perfil das citocinas do tipo 2 e também de macrófagos M2 e células Tregs em animais ou pacientes pediátricos que sobreviveram a sepse grave. Desta forma o objetivo do presente projeto é a caracterização de macrófagos e citocinas do tipo 2 e de células Tregs, assim como realizar estudo comparativo dos eventos epigeneticos-moleculares envolvidos na diferenciação das células Tregs em indivíduos recém-nascidos e adultos sobreviventes à sepse. Estes estudos poderão contribuir para o esclarecimento dos fenômenos relacionados com o desenvolvimento de imunossupressão na sepse e possivelmente em outras patologias.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Mecanismo que torna crianças mais suscetíveis à sepse é descoberto 
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