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Estudos para amparar tomadas de decisão sanitárias no âmbito do PNCEBT e consequente implementação de políticas públicas no Brasil

Processo: 18/09528-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:José Soares Ferreira Neto
Beneficiário:Juliana Fernandes de Paula Castro
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50190-1 - Estudos para amparar tomadas de decisão sanitárias no âmbito do PNCEBT e conseqüente implementação de políticas públicas no Brasil, AP.PP
Assunto(s):Epidemiologia   Tuberculose bovina   Brucelose bovina   Vigilância sanitária   Sistema de vigilância sanitária   Segurança alimentar   Laticínios

Resumo

O Centro Colaborador em Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), localizado no Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP), foi criado em 2003 (Termo de Cooperação Técnica MAPA-USP publicado no DOU 1/1/2003) e é constituído pelos Laboratórios de Epidemiologia e Bioestatística (LEB), de Zoonoses Bacterianas (LZB) e de Higiene dos Alimentos (LHA) da FMVZ-USP. Essa estrutura vem colaborando com o Departamento de Saúde Animal do MAPA, dando suporte técnico e científico para todos os programas nacionais, especialmente o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), para o qual tem coordenado os estudos sobre a situação epidemiológica das duas doenças. Também vem realizando estudos para o aperfeiçoamento de sistemas de vigilância e de métodos de controle para as doenças que são alvo de programas nacionais. Além disso, tem treinado e qualificado técnicos dos Serviços Veterinários Oficiais através de cursos de curta duração e da execução conjunta de análises dos dados gerados por esses estudos. Paralelamente, vários técnicos do MAPA e dos Serviços Estaduais de Defesa Sanitária Animal têm produzido dissertações de mestrado e teses de doutorado com base nessas atividades. Desse modo, o presente projeto propõe o financiamento dessa colaboração, tendo como base os seguintes módulos: 1) Situação epidemiológica da brucelose e tuberculose bovinas no Brasil; 2) Sistema de Vigilância para tuberculose bovina no Brasil; 3) Segurança sanitária de lácteos. O primeiro deles refere-se a projeto já em andamento que tem por objetivo conhecer a situação epidemiológica da brucelose e tuberculose em todo o plantel bovino brasileiro, gerando dados de alta qualidade para escolher as melhores estratégias para cada Unidade Federativa e suas regiões, verificar a efetividade das ações implementadas e prover dados para estruturar sistemas de vigilância baseado em risco. Algumas Unidades Federativas pretendem implementar estratégias de erradicação para tuberculose bovina, onde um eficiente sistema de vigilância para detecção de focos teria papel central. Entretanto, não existe experiência amadurecida no Brasil sobre tal sistema, havendo dúvidas quanto a maneira mais racional de coleta de amostras em abatedouro, a escolha de metodologia de fingerprinting de M. bovis e os problemas que serão enfrentados no rastreamento de propriedades foco. Assim, o segundo módulo é composto por dois projetos que objetivam desenhar um sistema de vigilância para tuberculose bovina para o ambiente de produção brasileiro e desenvolver metodologia original, baseada em redes complexas, para verificação de sua abrangência. Isso permitirá conhecer as propriedades não alcançadas pelo sistema de vigilância e desenvolver estratégias para incluí-las. Existem dúvidas importantes a serem esclarecidas sobre a segurança sanitária de lácteos. Assim, o terceiro módulo objetiva desenvolver um modelo quantitativo para estimação do risco de infecção humana por M. bovis através da ingestão de lácteos no Brasil, gerando dados para definição de políticas públicas diferenciadas para cenários de maior risco. (AU)