| Processo: | 18/10750-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Pesquisa |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Sociais Aplicadas - Direito - Direito Público |
| Pesquisador responsável: | Ana Gabriela Mendes Braga |
| Beneficiário: | Ana Gabriela Mendes Braga |
| Pesquisador Anfitrião: | Manuela Ivone Paredes Pereira da Cunha |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Universidade do Minho (UMinho), Portugal |
| Assunto(s): | Criminologia Prisões Execução (processo penal) Políticas públicas Mães Relações mãe-filho Pesquisa empírica Portugal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Encarceramento Feminino | execução penal | Gênero | pesquisa empírica | política pública | Prisão | Criminologia |
Resumo A presente pesquisa tem como objetivo conhecer as experiências e possibilidades de exercício da maternidade em condições de privação de liberdade numa prisão de mulheres em Portugal. Desde este objetivo geral, se depreendem dois objetivos específicos: i) problematizar de que forma outra temporalidade e espaço reconfiguram as categorias de hipomaternidade e hipermaternidade elaboradas a partir do campo brasileiro; ii) pensar como as diferentes articulações das categorias gênero, classe, raça e condição estrangeira impactam a maternidade encarcerada. Por meio da metodologia etnográfica com técnicas combinadas de observação participante, entrevistas e grupos focais, pretendo produzir dados qualitativos de uma experiência localizada de maternidade e prisão, que nos ajude a pensar aspectos mais gerais acerca da produção da maternidade encarcerada. Este projeto aprofunda e dá continuidade às reflexões iniciadas na pesquisa Dar à Luz na Sombra, cujos frutos e debates se estendem até os dias de hoje. A partir dele, propõe-se desenvolver uma abordagem comparativa- que contribua para o planejamento para políticas públicas no Brasil- justificada por ao menos quatro fatores: contraste de tempo de permanência da mãe com a criança nos dois países, a partir do qual se pode pensar vivência prisional e separação a partir desses dois marcos; dimensionamento da população prisional feminina em Portugal, que contribui para a constituição de uma amostra representativa; parte considerável das presas portuguesas são estrangeiras o que pode ajudar a pensar a relação de gênero, na sua intersecção com classe, raça e imigração; expertise da supervisora desta pesquisa Professora Manuela Ivone da Cunha e da Universidade do Minho, com tradição em pesquisas etnográficas na prisão, especialmente na prisão de mulheres. | |
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