| Processo: | 18/11272-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica - Taxonomia Vegetal |
| Pesquisador responsável: | Lúcia Garcez Lohmann |
| Beneficiário: | Jenifer de Carvalho Lopes Dantas |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 18/23899-2 - Projeto de Perfuração Transamazônica: origem e evolução das florestas, clima e hidrologia dos trópicos da América do Sul, AP.PFPMCG.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 22/08659-0 - Dispersão de plantas nos Neotrópicos, associando caracteres dos frutos e intercâmbio biótico dentro e fora dos Neotrópicos: biogeografia de Bocageeae (Annonaceae), BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Genômica Annonaceae Biologia computacional Mata Atlântica Sequenciamento de nova geração |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Annonaceae | bioinformática | endemismos | Genômica | Mata Atlântica | Next Generation Sequencing | Sistemática e biogeografia de angiospermas |
Resumo Eventos de vicariância e dispersão são modelos tradicionalmente invocados para explanação de hipóteses biogeográficas. Hipóteses primárias sobre as disjunções entre América do Sul e África e entre a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica baseiam-se, a primeira, na divisão da Gondwana intensificada no Cretáceo e, a segunda, nas mudanças climáticas ocorridas a partir do Mioceno. Esses eventos teriam forjado não somente a gênese e distribuição de nossos biomas, mas também sua composição, afetando em conjunto os grupos de organismos que os compõem. Distribuições que não se coadunam com as hipóteses de vicariância seriam explanadas por hipóteses ad hoc de dispersão e/ou extinção como, por exemplo, a dispersão gradual pelo corredor bóreo-tropical do Eoceno. A Mata Atlântica e a Floresta Amazônica provavelmente formavam uma floresta contínua na América do Sul antes que as mudanças climáticas do Mioceno tivessem levado à sua disjunção pelo estabelecimento da "diagonal seca" com expansão do Cerrado e da Caatinga. Avanços recentes têm testado o papel relativo de eventos e hipóteses como a deriva continental, o modelo dos refúgios florestais, a existência do arco seco pleistocênico ou terciário e "Floresta Atlantis" nos padrões biogeográficos. Filogenias datadas têm trazido luz sobre os períodos de divergência de linhagens, elucidando momentos onde cenários de vicariância ou dispersão seriam favorecidos como processos causadores da disjunção de grupos florestais neotropicais. Um desses grupos, a tribo Bocageeae de Annonaceae, com sete gêneros, tem Miklua restrito à África, e os demais, Cymbopetalum, Porcelia e Trigynaea ocorrendo nos dois domínios florestais brasileiros, Cardiopetalum ocorrendo na Amazônia e no Cerrado e Bocagea e Hornschuchia restritos à Mata Atlântica. Para que os padrões de disjunção de Bocageeae possam ser associados aos eventos de biogeográficos ocorridos da Gondwana e/ou da América do Sul são necessárias filogenias do grupo com datações confiáveis dos ramos. Bocageeae é um bom modelo para investigar a história biogeográfica da América do Sul porque, além de distribuída disjunta na Mata Atlântica e Amazônia, é o único grupo de Annonaceae com gêneros endêmicos da Mata Atlântica, aqui também distribuídos de maneira a servirem de testes às próprias hipóteses biogeográficas deste bioma, como refúgios e a "Floresta Atlantis". Além disso, constituem componentes importantes da flora Amazônica e Atlântica, com espécies ainda mal conhecidas e definidas. Esse projeto visa reconstruir a filogenia da tribo Bocageeae utilizando uma ampla amostragem molecular por meio de sequenciamento de nova geração, inferir datações confiáveis para os nós dessa filogenia e compreender os padrões biogeográficos da tribo Bocageeae com métodos atuais, associando-os aos processos de formação da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica, e produzir um tratamento taxonômico atualizado da tribo, necessário para a conclusão dos trabalhos da Flora do Brasil 2020. | |
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