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Competindo na cidade de São Paulo: efeitos da poluição atmosférica sobre parâmetros fisiológicos e o desempenho durante um teste contrarrelógio de ciclismo de 50 km.

Processo: 18/21600-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Rômulo Cássio de Moraes Bertuzzi
Beneficiário:André Casanova Silveira
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Poluição   Esportes   Ciclismo   Cidades   Eficiência

Resumo

A poluição presente no ar atmosférico é um dos principais riscos a saúde de causa ambiental, sendo que nas grandes cidades a alta densidade do trânsito é uma das principais fontes emissoras de poluentes. A exposição a estes poluentes está fortemente associada a efeitos deletérios no sistema cardiovascular e na função pulmonar. O exercício físico predominantemente aeróbio contrapõe-se a estes efeitos deletérios por desencadear diversas adaptações que influenciam positivamente as respostas inflamatórias, o sistema cardiovascular e a modulação do sistema nervoso autônomo. No entanto, quando praticado em ambientes com ar poluído, ocorre uma possível maximização dos efeitos deletérios acarretados pela poluição, isto ocorre principalmente pelo aumento da ventilação (VE) durante exercício e pela grande fração de ar inalada oralmente, aumentando a passagem de partículas maiores que chegariam ao trato respiratório sem serem filtrados pela cavidade nasal. Sabe-se ainda que diversos aspectos ambientais como a diminuição na disponibilidade oxigênio (O2) pode/ influenciar diretamente no desempenho durante exercício predominantemente aeróbio. Assim, nosso objetivo no presente estudo será analisar o impacto da poluição atmosférica sobre o desempenho em um teste contrarrelógio (CR) de 50km, bem como as possíveis alterações nos gases sanguíneos. Métodos: 15 ciclistas bem treinados realizarão três visitas ao laboratório. Visita 1: teste progressivo até exaustão (TPE) para obtenção do consumo máximo de oxigênio (VO2MAX) e potência pico no teste incremental máximo (WMAX); Medidas antropométricas; Visitas 2 e 3: Familiarização com CR de 50km. Visita 4-5: CR de 50km em ambiente limpo ou poluído conduzido de maneira cega. O local das coletas será um contêiner capaz de filtrar o ar atmosférico, simulando assim um ambiente limpo sem alterações perceptíveis. O sangue será coletado para análise da gasometria venosa em ABL800 Flex (Radiometer Medical ApS, Dinamarca). Análise estatística será realizada por ANOVA de um fator (momento) com medidas repetidas será utilizada para comparar as variáveis fisiológicas ao longo dos testes CR. O teste de post hoc de Tukey será utilizado para a localização das possíveis diferenças. Adotaremos p de significância de 0,05.

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