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Geografia da mortalidade em São Paulo: uma atualização para o período de 2013 a 2016

Processo: 18/23491-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia
Pesquisador responsável:Ligia Vizeu Barrozo
Beneficiário:Paola Danielle Ferrete
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Geografia da saúde   Geocartografia   Espaço urbano   Mapeamento geográfico   Registros de mortalidade   Indicadores socioeconômicos   Desigualdade social   São Paulo (SP)

Resumo

O espaço urbano do município de São Paulo tem impresso em sua geografia as diferenças sociais na composição de sua paisagem. Já no fim do século XX a cidade toma dimensões desproporcionais e ganha a categoria de metrópole. Hoje, o município configura-se por meio da concentração de um grande contingente populacional nos espaços exíguos da cidade, sob riscos de eventos ambientais considerados perigosos (como enchentes, deslizamentos de massas, altas amplitudes térmicas associadas a moradias mais precárias) aliados às condições de desigualdades socioeconômicas, de acesso à infraestrutura e aos serviços urbanos, acentuando-se de forma distinta a vulnerabilidade das populações urbanas. A ocupação por diferença socioeconômica de um espaço resulta diretamente no agravamento da saúde de sua população, uma vez que estes locais são carentes de infraestrutura básica como abastecimento de água, equipamentos de saúde, educação, cultura e lazer. Logo, a configuração do espaço geográfico do município influi significativamente na saúde de sua população, e por isso, a associação entre espaço urbano e saúde pode ser constatada empiricamente por indicadores de saúde observados na escala intraurbana. No entanto, como os indicadores de saúde se alteram continuamente, devem ser periodicamente avaliados a fim de garantir um planejamento em saúde direcionado às áreas de risco. Sendo assim, este projeto de pesquisa busca a aproximação entre a geografia e saúde a partir do mapeamento das taxas de mortalidade do município de São Paulo para os anos de 2013 a 2016 identificando as áreas de risco para as mortalidades mais importantes, comparando com as análises feitas anteriormente para os anos de 1999 e 2009. Tal atualização justifica-se tendo em vista que o levantamento de 2009 foi anterior ao Censo Demográfico de 2010 e em uma conjuntura política diferente do momento mais atual. A pesquisa consistirá na análise dos padrões espaciais dos riscos relativos das mortalidades pelas principais causas no Município de São Paulo e na associação estatística espacial entre os riscos relativos e variáveis socioeconômicas e socioambientais. Os riscos relativos serão calculados levando-se em conta a estratificação da população por sexo e faixa etária, agregada por Distrito Administrativo. As condições socioeconômicas serão avaliadas a partir do indicador socioeconômico composto e outras cinco dimensões do IBEU - Índice de Bem-Estar Urbano, desenvolvido pelo Observatório das Metrópoles. Os riscos relativos corresponderão às variáveis dependentes a serem submetidas a análises de regressão espacial através do programa GeoDa. Será obtido um conjunto cartográfico que permitirá identificar as iniquidades nas diferentes mortalidades no município de São Paulo. Além disso, será possível verificar a existência de possíveis associações com as variáveis socioeconômicas e socioambientais o que permitirá compreender os contextos de áreas de risco para as principais causas de morte. Os resultados permitirão ainda avaliar a tendência temporal de mudanças em relação às mortalidades estudadas para os anos de 1999 e 2009.

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