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Patogênese da Flavobacterium columnare e resistência do pacu (Piaractus mesopotamicus) à bactéria

Processo: 18/24499-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 09 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Pesquisador responsável:Fabiana Pilarski
Beneficiário:Geovana Dotta Tamashiro
Instituição-sede: Centro de Aquicultura (CAUNESP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Sanidade   Organismos aquáticos   Etiologia   Flavobacterium   Pacu   Piaractus mesopotamicus   Ulva lactuca   Sistema imune

Resumo

A bactéria Flavobacterium columnare apresenta substancial impacto na Piscicultura, sendo considerada um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento desta atividade mundialmente, pelo seu potencial de virulência e alto custo do tratamento, que muitas vezes se torna inviável. O conhecimento da patogênese da F. columnare em Piaractus mesopotamicus é limitado, sendo esta uma das espécies de peixe nativo mais utilizadas em criações intensivas no Brasil. Portanto, a descrição de como a bacteriose agride o organismo animal e como o sistema natural de defesa reage, torna-se necessário para o desenvolvimento de alternativas de tratamento e prevenção da columnariose. Assim, este estudo fará a descrição da patogênese, enfatizando os mecanismos do sistema imune inato. A infecção será avaliada em 0, 6h, 24h, 7 dias e 14 dias após a inoculação intracelomática da bactéria, variando de ausência de infecção, até infecção em fases aguda à crônica para análise da expressão genética (IRAK-1, IL-6, IL-10 e IL-1b), proteínas do sistema do complemento (C3 e C4) e lisozima. Além disso, a caracterização histopatológica, hematológica, bioquímica e imunológica dos animais infectados será realizada nas mesmas fases da infecção. Como alternativa de prevenção desta enfermidade, este trabalho também irá avaliar o uso da macroalga Ulva lactuca como ingrediente imunoestimulante na dieta de P. mesopotamicus experimentalmente infectado com F. columnare. Serão formuladas dietas suplementadas com o extrato em estudo, administradas a juvenis de pacu, durante 15 dias, para posterior avaliação dos seguintes parâmetros imunológicos: expressão genética de interleucinas, níveis séricos da lisozima, resposta inflamatória, atividade fagocitária e sobrevivência após desafio com a bactéria viva. Com este estudo espera-se revelar os múltiplos mecanismos do P. mesopotamicus para sinalização e controle da infecção causada por F. columnare. Além disso, fornecer subsídios para a substituição do uso de antimicrobianos e quimioterápicos no tratamento de doenças infecciosas, por ingredientes naturais na prevenção da manifestação da columnariose. (AU)