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Estudo do papel do estrógeno na modulação da autofagia em um modelo de neurodegeneração pela superexpressão da proteína tau em zebrafish

Processo: 19/11546-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Rodrigo Portes Ureshino
Beneficiário:Giulia Ventura Portella
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/20796-2 - Estudo da autofagia mediada pelos receptores de estrógeno para combater a toxicidade da proteína tau em modelos celular e animal de zebrafish, AP.JP
Assunto(s):Doença de Alzheimer   Estrógenos   Neuroproteção   Emaranhados neurofibrilares   Tauopatias   Modelos animais

Resumo

A Doença de Alzheimer é caracterizada clinicamente pela diminuição da capacidade cognitiva e quadro demencial. O principal fator de risco para esta doença é o envelhecimento, sendo que sua incidência é maior em mulheres. Muitos estudos têm apontado que os estrógenos desempenham um papel na neuroproteção e em processos neurodegenerativos. No entanto, os mecanismos intracelulares e as vias ativadas por estes hormônios ainda precisam ser melhor explorados. Sabe-se que a formação dos emaranhados neurofibrilares, constituídos principalmente pela proteína tau hiperfosforilada, contribui para a patogenia desta doença, estando relacionado com a demência. Portanto, estratégias terapêuticas que visem a remoção destes agregados proteicos são desejáveis, como por exemplo, pela modulação da autofagia. Este projeto tem como objetivo investigar o papel dos receptores de estrógeno nas vias de sinalização intracelular em modelo in vivo de tauopatias. Assim, será realizada a padronização de um modelo de tauopatias em zebrafish pela microinjetação com os vetores da proteína tau, e será feita a avaliação da degeneração no estágio larval. Os embriões serão submetidos aos tratamentos com agonistas e antagonistas de receptores de estrógeno, bem como o silenciamento dos receptores (por injeção de morpholino oligomer), visando validar os dados obtidos com experimentos em modelo celular. Os ensaios de sinalização intracelular in vivo serão padronizados com base nos experimentos realizados em células. Serão utilizados embriões de zebrafish para realizar experimentos de sinalização de Ca2+, medidas do potencial de membrana mitocondrial e geração de espécies reativas do oxigênio (com indicadores de fluorescência). Serão realizados também ensaios de medida de ATP e avaliação da função respiratória mitocondrial, mediante a ativação de receptores de estrógeno, além do estudo da via de sinalização do estrógeno (ações genômicas e não genômicas) e a expressão dos genes identificados como alvos da via autofágica mediada pelo estrógeno. Portanto, a avaliação da regulação dos receptores de estrógeno na citoproteção em um modelo in vivo é relevante para delinear novas terapias farmacológicas para demências, como a que ocorre na Doença de Alzheimer. (AU)