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Quem tem medo do Queermuseu: a associação da arte com a pedofilia na CPI dos maus-tratos

Processo: 19/25017-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Jorge Leite Júnior
Beneficiário:Bryan Henrique Pinto
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Sociologia da arte   Sexualidade   Pedofilia   Análise do discurso   Teoria queer

Resumo

O presente projeto tem como objetivo analisar o discurso das reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Maus-Tratos (CPIMT) referente às artes. A exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", e a performance "La Bête" protagonizada pelo artista Wagner Schwartz, ambas acusadas nas redes sociais de pedofilia, transforma-se em matéria da CPI. Destarte busca-se compreender como exposições de arte tornaram-se matéria de uma CPI, analisando o discurso, verificando se houve um processo de censura e perseguição artística, e também se tal discurso, seria um processo transnacional de mobilizar o monstro contemporâneo, o pedófilo, afim de barrar direitos sexuais e reprodutivos, criando um "fantasma do gênero". Para tal empreendimento teórico, pretende-se utilizar metodologicamente das formulações de Foucault sobre discurso, assim como o arcabouço teórico da Teoria Queer para nos ajudar a compreender a trama da CPIMT, os discursos que perpassaram durante as reuniões.