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Pulsão de morte e emancipação: sobre a recepção de um conceito psicanalítico na teoria crítica

Processo: 20/01051-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Luiz Sérgio Repa
Beneficiário:Simone Bernardete Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Pulsão de morte   Psicanálise   Pulsão   Teoria crítica   Emancipação   Repressão

Resumo

A pesquisa pretende traçar uma história da recepção do conceito freudiano de pulsão de morte por Horkheimer, Adorno e Marcuse, nas décadas de 1930 a 1960. O tema é abordado sob a perspectiva das concepções destes autores sobre os sentidos, bloqueios e potenciais de emancipação, partindo-se da hipótese de que nos diagnósticos sobre a emancipação se encontra a chave para a compreensão das suas referências à pulsão de morte. O interesse no tema é motivado pela importância da teoria das pulsões para a teoria crítica do período e pela retomada da discussão nas últimas décadas, por Amy Allen, Judith Butler, Benjamin Fong e Joel Whitebook, que jogam nova luz sobre o problema e a obra dos autores aqui analisados, ao debaterem a relação entre pulsão de morte, negatividade e emancipação na atualidade. Isso implica lidar com problemáticas que permearam a relação entre pulsão de morte e emancipação na teoria crítica de 1930 a 1960 e o modo como são revistas na atualidade: o desafio que a postulação desta pulsão como inata ou biológica e, portanto, como ameaça permanente à vida social colocou inicialmente à concepção de emancipação da teoria crítica, as diferentes formulações do seu sentido e manifestação pelos teóricos críticos e sobretudo o aspecto contraditório de suas referências à teoria das pulsões, na medida em que os bloqueios subjetivos à emancipação são atribuídos aos subprodutos da repressão pulsional e à liberação orientada das pulsões, mas também afirma-se o estatuto das pulsões como fonte de resistência à ordem social repressiva.