| Processo: | 20/14909-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 25 de maio de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Ciência Política - Comportamento Político |
| Pesquisador responsável: | Adrian Gurza Lavalle |
| Beneficiário: | Jacqueline Moraes Teixeira |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 13/07616-7 - CEM - Centro de Estudos da Metrópole, AP.CEPID |
| Assunto(s): | Estudos de gênero Religiões Violência doméstica Pentecostalismo Violência de gênero Divórcio Direitos da mulher Direita (ideologia política) Liderança política |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | direita política | Mulheres na política | pentecostais | violência de gênero | estudos de gênero e religião |
Resumo A emergência da Lei 11.340/06 também conhecida como lei "Maria da Penha" que regula e criminaliza a violência doméstica aparece como diretriz fundante de alguns projetos desenvolvidos em igrejas pentecostais e neopentecostais. Os projetos reúnem uma equipe de profissionais tais como advogadas, psicólogas e assistentes sociais, e visa oferecer assistência jurídica e psicológica a mulheres que procuram o atendimento em delegacias denominadas "delegacias da mulher". Pretendo analisar - a partir de um conjunto de materiais produzidos pelos projetos, que compreende desde reuniões temáticas até relatos publicados como livros biográficos -, a produção de pedagogias para a ação política de mulheres, algo que têm se desdobrado na ocupação por parte das lideranças desses mesmos projetos, de cargos públicos nas casas legislativas municipais, estaduais e federais. Nesse processo, a categoria divórcio se desenha como um caminho primeiro para o aprendizado da relação heterossexual saudável, e o degrau necessário rumo a conversão. A concepção de afetividade saudável e o desenvolvimento constante de uma pedagogia que visa o cuidado de si tornam-se linguagens substanciais de produção de um sujeito feminino que deve afastar-se da condição jurídica de sujeito de sofrimento para assumir o relato público como "crente civil". (AU) | |
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