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Pensar em sons: análise e crítica musical segundo Aristóxeno de Tarento e sua recepção na Antiguidade

Processo: 20/16313-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 31 de março de 2025
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Línguas Clássicas
Pesquisador responsável:Paula da Cunha Corrêa
Beneficiário:Nataly Ianicelli Cruzeiro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Música   Grécia Antiga   Antiguidade   Análise musical   Crítica musical   Estética da música   História da música

Resumo

O interesse filosófico e retórico pela música na Antiguidade se faz presente na obra de diversos autores desde Platão e Aristóteles. O peripatético Aristóxeno de Tarento é uma das mais antigas e principais fontes acerca de uma teoria de análise e crítica musical e de um pensamento a respeito das qualidades estéticas e morais que o mélos (melodia, ritmo e poesia) deve ter e sob quais critérios o mousikós deve criticá-lo. Todavia, não há um tratamento estruturado dessas questões em seu maior tratado supérstite, Elementos de Harmonia (Harm.), mas é possível tentar reconstruí-las e compreendê-las através da análise de passagens dos Harm. à luz de seus fragmentos e de outros escritos, como os manuais aos Harm. de seus discípulos (Cleônides, Báquio e Gaudêncio), e de tratados que recepcionam suas teorias, como o Sobre a Música de Ps. Plutarco, o Sobre a Música de Aristides Quintiliano e a Harmonia de Cláudio Ptolomeu. Tendo isso em vista, o objetivo desta tese é produzir uma análise sistemática dessas fontes a fim de tentar retraçar como, para Aristóxeno, a música deve ser analisada e quais critérios fazem de uma peça boa ou ruim. Pretende-se, além disso, evidenciar as continuidades e descontinuidades da concepção de teoria e crítica musical aristoxênica tanto no que diz respeito tanto a seus predecessores, Platão e Aristóteles, quanto aos teóricos musicais e retores posteriores que tiveram acesso às ideias aristoxênicas. Com isso, pretende-se contribuir para o estudo de música grega e preencher um vácuo na literatura sobre Aristóxeno, uma vez que a filosofia da música do autor foi pouco estudada e ainda carece tanto de tratamento exclusivo quanto de um que a coloque em perspectiva com base nos estudos recentes sobre estética musical na Antiguidade. (AU)

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