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Comparação de indivíduos com sintomas bilaterais e unilaterais de dor femoropatelar: Um estudo transversal e longitudinal da dor, função, qualidade de vida e parâmetros biomecânicos

Processo: 20/12257-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2022
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Fábio Mícolis de Azevedo
Beneficiário:Marina Cabral Waiteman
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Biomecânica   Dor femoropatelar

Resumo

A dor femoropatelar (DFP) é caracterizada por dor difusa na região anterior do joelho acometendo um em cada quatro indivíduos fisicamente ativos. A DFP é capaz de afetar negativamente a função e a qualidade de vida desses indivíduos. Além disso, é possível que a DFP evolua futuramente para osteoartrite (OA) femoropatelar. Uma vez que a DFP apresenta altas taxas de reincidência dos sintomas após o tratamento, investigar fatores que contribuam para a sua cronicidade é necessário. Na OA de joelho, maiores níveis dor, menor função e qualidade de vida, bem como diferenças em parâmetros biomecânicos, são encontrados em indivíduos com sintomas bilaterais comparado a indivíduos com sintomas unilaterais. Não obstante, o desenvolvimento de sintomas bilaterais em indivíduos com sintomas unilaterais de OA de joelho está associado com a evolução de indicadores de gravidade da desordem. A presença de sintomas bilaterais parece estar associada a uma pior condição clínica e prognóstico desfavorável a longo prazo em indivíduos com dores de joelho inespecíficas. É possível que diferenças em características clínicas (i.e., dor, função, qualidade de vida) e biomecânicas também sejam encontradas entre indivíduos com sintomas bilaterais e unilaterais de DFP. Indivíduos com sintomas bilaterais de DFP podem ainda evoluir para uma pior condição clínica e biomecânica a longo prazo, da mesma forma que indivíduos com sintomas unilaterais de DFP podem desenvolver sintomas bilaterais ao longo do tempo. Entretanto, essas hipóteses ainda não foram investigadas. Investigar diferenças entre indivíduos com sintomas bilaterais e unilaterais de DFP pode fornecer direcionamentos metodológicos para estudos futuros, e possibilitar um melhor manejo das expectativas do paciente em relação ao tratamento e prognóstico. Investigar se a presença dos sintomas bilaterais e unilaterais predizerem mudanças, a longo prazo, parâmetros comumente abordados durante o tratamento pode ainda direcionar estudos clínicos futuros na investigação da efetividade de intervenções focadas em alterações personalizadas para cada subgrupo. Portanto, esse projeto tem por objetivo: (1) comparar os níveis de dor, indicadores de função, qualidade de vida e parâmetros biomecânicos de indivíduos com sintomas bilaterais e unilaterais de DFP a curto prazo e após 24 meses do seu curso natural; e (2) identificar se a presença de sintomas bilaterais e unilaterais de DFP é capaz de predizer os níveis de dor, indicadores de função, qualidade de vida e parâmetros biomecânicos de indivíduos com DFP em 24 meses. Homens e mulheres com sintomas bilaterais e unilaterais de DFP entre 18 e 35 anos serão recrutados, avaliados no baseline e após 24 meses. Escalas e questionários autorreportados serão utilizados para a coleta de características frequentemente investigadas em indivíduos com DFP: dor; função subjetiva; e qualidade de vida. A função objetiva será avaliada através do desempenho funcional no Single Leg Hop Test. A coleta de parâmetros biomecânicos durante a tarefa de agachamento unipodal será realizada por meio de um sistema de análise do movimento tridimensional. Ângulos de adução de quadril, flexão e abdução de joelho; momento extensor do joelho e forças de contato femoropatelar e tibiofemoral serão analisados. O torque e taxa de desenvolvimento do torque dos extensores de joelho durante contrações isométricas e dinâmicas máximas serão coletados por meio de um dinamômetro isocinético. Para o tratamento estatístico dos dados, serão realizados: testes de comparação dos grupos na análise transversal (teste t independente ou Mann-Whitney); testes de ANOVAs mistas, ou um correspondente não paramétrico, para comparação dos grupos na análise longitudinal (grupo x tempo); e análise de regressão linear, ou um correspondente não paramétrico, para identificar a capacidade da presença dos sintomas bilaterais e unilaterais em predizer a dor, função, qualidade de vida, e a biomecânica após 24 meses.

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