| Processo: | 21/05847-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2022 |
| Situação: | Interrompido |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Educação Física |
| Pesquisador responsável: | Bryan Saunders |
| Beneficiário: | Felipe Miguel Marticorena |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 24/14530-6 - O impacto da expectativa sobre a altitude na performance de ciclistas: Um estudo com desenho de placebo balanceado, BE.EP.DD |
| Assunto(s): | Efeito placebo Placebos Cafeína Suplementação alimentar Desempenho atlético Condicionamento físico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cafeína | Condicionamento | desempenho | placebo | suplementação | Efeito Placebo |
Resumo Historicamente placebos são compreendidos como intervenções inertes, e que por este motivo não teriam qualquer tipo de efeito sobre o organismo. Por esta razão, placebos passaram a ser utilizados como um comparador em ensaios clínicos, a fim de identificar a efetividade das intervenções. No entanto, com o avançar da ciência, ficou claro que o efeito placebo é um fenômeno mensurável, que pode levar a efeitos benéficos sobre o organismo. Existem diversos fatores capazes de potencializar o efeito placebo, como por exemplo personalidade, contexto, expectativa e, como sugerem evidência recentes, o condicionamento. O condicionamento é quando repetidas doses de certa substância é substituída por um placebo. Estudos realizados com analgésicos injetáveis, como a morfina, identificou mudanças fisiológicas similares entre placebos, após o condicionamento, e a substância real. Suplementos alimentares, em especial a cafeína, são largamente utilizados com o objetivo de melhora da performance esportiva. A principal justificativa para ergogenicidade as substâncias é o fato dela e seus metabólitos serem antagonistas do receptor de adenosina, o que leva ao aumento da liberação de catecolaminas, gerando aumento da agitação psicomotora e redução da percepção de dor, convergindo para melhora do rendimento esportivo. Apesar de tais mecanismos serem bem estabelecidos, nenhum estudo avaliou o efeito placebo após o condicionamento a cafeína e suas respostas sobre parâmetros fisiológicos e performance esportiva e cognitiva. A hipótese é de que o condicionamento a cafeína potencialize o efeito placebo, levando à melhora da performance e mudanças fisiológicas similares a encontradas com a suplementação de cafeína, mesmo que não haja a administração da substância. Para testar essa hipótese o presente estudo recrutará n = 48 ciclistas do sexo masculino, de 18 a 40 anos, saudáveis e com baixo consumo de cafeína. Os participantes serão randomizados em quatro grupos paralelos a) sem tratamento; b) placebo; c) condicionamento à cafeína; d) controle do condicionamento. Para todos os grupos serão realizadas seis visitas ao laboratório, sendo duas sessões de familiarização e quatro sessões principais. Em todas elas os voluntários irão completar um teste cognitivo e um teste contrarrelógio de 1-km, respectivamente. Além disso amostras de sangue serão coletadas para avaliação de xantinas e catecolaminas plasmáticas. Questionários de expectativa, efeitos colaterais e consumo alimentar serão aplicados. Os dados serão analisados utilizando um modelo-misto de medidas repetidas para detectar diferenças sobre as variáveis de desempenho, tanto esportivo quanto cognitivo. (AU) | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |