| Processo: | 24/01806-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2028 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica |
| Pesquisador responsável: | Leonor Patricia Cerdeira Morellato |
| Beneficiário: | Beatriz Lopes Monteiro |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 21/10639-5 - Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima, AP.CEPID |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 25/26093-2 - Determinantes ecológicos e evolutivos na variação de traços florais em um hostspot de biodiversidade, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Ecologia vegetal Evolução Mudança climática Polinização |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | campo rupestre | ecologia vegetal | Evolução | Mudanças Climáticas | Polinização | sistemas reprodutivos | Ecologia da Polinização e Reprodutiva |
Resumo A região Neotropical, principalmente áreas montanhosas, concentra alta biodiversidade e paisagens e interações bióticas são fatores importantes para explicar sua elevada diversidade de plantas. Usualmente, os traços vegetativos da comunidade vegetal são acessadas para responder questões ecológicas e evolutivas. Entretanto, o uso de traços reprodutivos ainda é uma abordagem negligenciada. As interações bióticas com agentes polinizadores e seus traços reprodutivos estão diretamente ligadas à capacidade das Angiospermas de deixar descendentes. Esta é uma perspectiva crucial para a compreensão dos processos que criam padrões de biodiversidade, bem como para o desenvolvimento de planos de conservação. No contexto de um mundo em rápida mudança, os sistemas montanhosos constituem uma grande prioridade de conservação, uma vez que concentram uma biodiversidade desproporcionalmente elevada e uma maior sensibilidade às mudanças climáticas. No Brasil, encontramos uma vegetação montanhosa, o campo rupestre, que ocupa menos de 1% do território e concentra cerca de 15% das plantas vasculares estimadas para o país. Considerada um importante centro de endemismo, esta vegetação é classificada como OCBIL Neotropical (Old Climatically-Buffered Infertile Landscape), se nós buscamos testar algumas hipóteses desta teoria, como a da predominância de espécies com reduzida capacidade de dispersão e a presença de estratégias para preservar a heterozigosidade, como a polinização por agentes capazes de voar longas distâncias, conectando populações restritas. A elevada diversidade pode ser explicada pelas flutuações climáticas e pelo isolamento das populações que ocorrem em sistemas tipo-ilha, como nos topos de montanhas. Finalmente, a distribuição das vegetações de campo rupestre, associada às características edáficas, isola os diferentes tipos de vegetação em escala local e constitui um importante fator que explica a sua elevada diversidade e história evolutiva. Desta forma, em consonância com o planos de trabalho do CEPID (2021/10639-5) WP1 e WP3, este projeto propõe (i) realizar um levantamento bibliográfico dos sistemas reprodutivos de plantas no Brasil, buscando elucidar como o campo rupestre se compara aos sistemas reprodutivos presentes na flora brasileira? (ii) levantar os traços reprodutivos ao longo da altitude e tipos vegetacionais e responder como estes estão distribuídos pela paisagem? Existem tipologias de vegetação que agregam determinadas características reprodutivas? (iii) a partir das análises filogenéticas, responder se há sinal filogenético ou uma convergência evolutiva em traços reprodutivos relacionados à polinização realizada por voadores de longa distância? | |
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