Busca avançada
Ano de início
Entree

Adaptações bioquímicas em corais pétreos: efeitos da profundidade e branqueamento na cinética enzimática do metabolismo e calcificação

Processo: 24/22207-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de dezembro de 2028
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Fisiologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Samuel Coelho de Faria
Beneficiário:Leonardo Milani Fabri
Instituição Sede: Centro de Biologia Marinha (CEBIMAR). Universidade de São Paulo (USP). São Sebastião , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:22/03105-7 - Usando o passado filogenético para prever impactos climáticos: ecofisiologia da simbiose e evolução acelerada na conservação de recifes de coral, AP.PNGP.PI
Assunto(s):Águas profundas   Calcificação   Cinética enzimática   Metabolismo   Mudança climática
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:águas profundas | calcificacao | Cinética Enzimática | Corais petreos | metabolismo | Mudanças Climáticas | Bioquímica comparada

Resumo

Os recifes de corais abrigam uma grande diversidade marinha e oferecem inúmeros serviços ecossistêmicos em escala global, como pesca, proteção da costa, turismo e fonte para agentes bioquímicos e farmacêuticos. No entanto, esses ecossistemas são especialmente suscetíveis às mudanças climáticas, como o aumento na temperatura dos oceanos e a diminuição do pH oceânico. Além dos recifes de águas quentes e rasas, também existem recifes em altas profundidades e águas frias, embora esses ecossistemas tenham recebido menos atenção da comunidade científica. Recifes de coral são formados principalmente pelos exoesqueletos de corais pétreos, que precipitam aragonita por meio do processo de biomineralização (i.e calcificação), altamente regulado e energeticamente exigente. Nos corais, essa energia provém principalmente da glicose, que pode ser obtida por meio da autotrofia (em corais zooxantelados, que mantêm mutualismo com dinoflagelados) ou da predação, sendo então metabolizada por via aeróbica ou anaeróbica. Apesar de sua relevância ecológica, a calcificação e o metabolismo de corais a nível enzimático permanecem pouco explorados. Este projeto propõe testar o efeito da profundidade na cinética e bioquímica de enzimas-chave de processos metabólicos fundamentais, como a lactato desidrogenase (LDH, marcador do metabolismo anaeróbico), citrato sintase (CS, metabolismo aeróbico) e (Ca²¿)-ATPase de membrana plasmática (PMCA, proxy para o processo de calcificação [i.e crescimento]) em espécies de corais azooxanteladas distribuídas em águas rasas (4 m) e profundas (~1.000 m). As menores atividades da PMCA e da CS nos corais de alta profundidade podem ser adaptações ao ambiente ocupado. Ainda, serão simuladas experimentalmente ondas de calor para avaliar o efeito do branqueamento (i.e expulsão das zooxantelas) na cinética do metabolismo energético e calcificação de corais zooxantelados, hipotetizando-se uma diminuição da atividade das três enzimas marca-passo em resposta à diminuição da disponibilidade energética. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Mais itensMenos itens
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)