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Ativação do inflamassoma NLRP3 e da via de morte celular piroptose na epididimite: implicações na integridade tecidual

Processo: 25/20926-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de julho de 2026
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Erick José Ramo da Silva
Beneficiário:Juliana Quintaneiro Bizzotto
Supervisor: Eduardo Albornoz Balmaceda
Instituição Sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Instituição Anfitriã: University of Queensland, Brisbane (UQ), Austrália  
Vinculado à bolsa:24/19000-5 - Explorando o papel do inflamassoma NLRP3 na epididimite:implicações no dano tecidual e vias de morte celular., BP.MS
Assunto(s):Doenças   Epididimite   Lipopolissacarídeos   Receptor 4 toll-like
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:doença | Epididimite | Lipopolissacarídeo | saude masculina | Tlr4 | Farmacologia da reprodução e andrologia

Resumo

O epidídimo é um órgão essencial para a fertilidade masculina, sendo responsável pela maturação do espermatozoide, transformando-o em uma célula móvel e funcionalmente apta à fertilização do oócito, além da sua proteção e armazenamento previamente à ejaculação. A epididimite, inflamação do epidídimo, é uma doença urogenital masculina altamente prevalente, sendo comumente causada por infecções bacterianas por ascensão retrógrada pela uretra. A epididimite pode causar teciduais, principalmente nas regiões distais do órgão, comprometendo sua integridade e predispondo o paciente a quadros de subfertilidade ou infertilidade. Apesar de sua relevância na clínica, os mecanismos que modulam a resposta inflamatória no epidídimo ainda carecem de elucidação. O inflamassoma NLRP3 é um complexo multiproteico citosólico que responde a padrões moleculares associados a danos (DAMPs) ou patógenos (PAMPs). A ativação do inflamassoma NLRP3 resulta na clivagem da pró-caspase-1 em sua forma ativa, que, por sua vez, realiza a clivagem proteolítica de citocinas, como IL1B e IL18, promovendo sua maturação e secreção, além de ativar a Gasdermina D, molécula executora de um tipo de morte celular conhecida como piroptose. A ativação do inflamassoma NLRP3 é um mecanismo-chave na inflamação em diversos tecidos; entretanto, sua contribuição para a resposta inflamatória no epidídimo ainda permanece obscura. Sabe-se que as células epiteliais do epidídimo apresentam papéis essenciais no disparo da resposta inflamatória a estímulos bacterianos. Nossa hipótese é que a ativação do inflamassoma NLRP3 em células epiteliais do epidídimo, em resposta a PAMPs bacterianos, intensifica a sinalização inflamatória e dispara vias associadas à piroptose, contribuindo para o desequilíbrio da homeostasia tecidual durante a epididimite. Dessa forma, propomos (1) avaliar se o lipopolissacarídeo (LPS) de Escherichia coli induz ativação do inflamassoma NLRP3 em células epiteliais do epidídimo; e (2) avaliar se a ativação da piroptose ocorre como uma consequência da ativação do inflamassoma NLRP3, atuando como um mecanismo efetor de dano tecidual no epitélio do epidídimo. Para tal, utilizaremos modelo experimental de epididimite in vitro com cultura imortalizada de células epiteliais do epidídimo de camundongos (mCap18), que serão desafiadas com LPS ultrapuro de E. coli na ausência ou presença de diferentes inibidores da via TLR4/NFKB e do inflamassoma NLPR3, integrando ensaios moleculares de ponta para avaliar a ativação do inflamassoma, maturação de interleucinas e ativação da piroptose. Esperamos que este projeto contribua para a elucidação do papel do inflamassoma NLRP3 na resposta inflamatória do epidídimo, proporcionando avanços no conhecimento da fisiopatologia da epididimite e desvendando novos potenciais alvos farmacológicos para estratégias terapêuticas visando mitigar seus efeitos nocivos para a saúde reprodutiva do homem. Adicionalmente, o estágio no exterior proporcionará à candidata treinamento avançado em biologia do inflamassoma em um laboratório internacional de ponta, aprimorando sua formação acadêmica e científica, e fomentando vínculos colaborativos internacionais que fortalecerão a capacidade de pesquisa em imunologia reprodutiva em nossa instituição. (AU)

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