| Processo: | 25/08009-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2029 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Artes - Música |
| Pesquisador responsável: | Graziela Bortz |
| Beneficiário: | Vitor Djun Yamaguchi |
| Instituição Sede: | Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Cognição musical |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cognição musical | erworms | imaginação musical | imaginação musical involuntária | Involuntary Musical Imagery | Musicalidade | Cognição musical |
Resumo A imaginação musical involuntária (Involuntary Musical Imagery, InMI), popularmente referida como earworm, é uma experiência cotidiana em que trechos musicais se manifestam espontaneamente à mente, sem a intenção ou controle do indivíduo. Apesar de sua aparente universalidade (Liikkanen e Jakubowski, 2020), seu impacto e causa seguem pouco compreendidos na musicologia e psicologia cognitiva. A InMI suscita questões sobre sua funcionalidade, se subproduto de outras funções cognitivas ou uma propensão mais especializada da cognição humana - o que pode trazer importantes implicações sobre a perspectiva evolucionista da musicalidade, com possíveis impactos em áreas como educação, saúde e bem-estar (Fitch, 2015; Cross, 2016; Varella, 2018). Embora a importância da imaginação musical seja clara em contextos de expertise, ainda não se compreende plenamente por que tantas pessoas investem tempo considerável de suas vidas imaginando música espontaneamente. Este projeto visa, então, ampliar a compreensão da InMI ao adaptar e validar, em população brasileira, dois instrumentos: a Escala de Imaginação Musical Involuntária (IMIS) (Floridou et al., 2015) e a Escala de Necessidade de Fechamento Cognitivo (NFCS) (Roets e Hiel, 2011). Diferentemente de estudos anteriores, que apresentam desafios conceituais e metodológicos a partir de fenômenos aproximados (Hyman et al., 2013; Campbell e Margulis, 2015; Killingsly, Lacherez e Meuter, 2021), este trabalho propõe uma abordagem mais precisa e replicável, baseada em construtos e instrumentos psicometricamente validados. Os resultados devem promover uma visão mais aprofundada sobre a relação entre a experiência dos earworms e propensões mais gerais da mente humana, a compreensão transcultural do fenômeno e outras associações inexploradas nesta seara. (AU) | |
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