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Cultura Material, Parentesco E Transformação Social: Grupos sociais, produção e circulação das estelas do Serapeum de Mênfis durante o reinado de Dario I (522 - 486 AEC)

Processo: 25/28146-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Data de Início da vigência: 24 de agosto de 2026
Data de Término da vigência: 23 de fevereiro de 2027
Área de conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Marcelo Aparecido Rede
Beneficiário:Dirceu Almeida Pires
Supervisor: Damien Agut-Labordere
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Instituição Anfitriã: Archéologies et Sciences de l'Antiquité (ArScAn), França  
Vinculado à bolsa:25/02177-2 - Cultura Material, Parentesco E Transformação Social: Grupos sociais, produção e circulação das estelas do Serapeum de Mênfis durante o reinado de Dario I (522 - 486 AEC), BP.MS
Assunto(s):Cultura material   Grupos sociais   Império Aquemênida   Parentesco
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:cultura material | Grupos Sociais | Império Aquemênida | Parentesco | Período Tardio | Primeira Dominação Persa | Egiptologia

Resumo

O Egito conheceu, durante os reinados de Cambises II (530-522 AEC) e Dario I (522-486 AEC) na primeira dominação persa (526-404 AEC), mudanças político-administrativas, econômicas e sociais significativas. Ainda que os efeitos da nova condição provincial sejam múltiplos, dependendo do estrato social que se observa, os templos são um dos centros onde essa ação é mais evidente. O templo de Ptah em Mênfis, seu respectivo culto ao Ápis e o Serapeum foram domínios em que a atenção da realeza persa se concretizou. A realização dos funerais aos touros Ápis continuou e, não obstante o relato de Heródoto sobre Cambises, ambos os reis teriam reconhecido sua importância e o patrocinaram. Uma grande quantidade de estelas erigidas no Serapeum (local de descanso do Ápis em seu sarcófago) atesta a comemoração e participação dos grupos sacerdotais envolvidos no culto e funeral do animal durante o período. Sendo assim, sua investigação ajuda a compreendermos quais grupos e indivíduos que, durante uma fase de transição no Egito, dedicaram esforços e recursos para encomendar e produzir uma estela dedicada ao Ápis. Nossa pesquisa pretende descrever quais eram esses grupos, quais estratégias utilizaram para se fazerem presentes no Serapeum, quais as relações que seus membros estabelecem entre si e com o entorno do templo de Ptah, a fim de analisar por quais meios eles constituíram sua negociação, exibição e comemoração. Para tanto, pretendemos analisar as estelas em sua materialidade, para além das suas inscrições, técnicas de produção e seu repertório iconográfico, a fim de esclarecer aspectos de sua produção e circulação de modo a esclarecer que tipos de relações são materializadas por esses objetos. (AU)

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