| Processo: | 25/23198-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia |
| Pesquisador responsável: | Mauro Galetti Rodrigues |
| Beneficiário: | Maria Eduarda Christofoletti Gomes |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Defaunação Conservação |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | defaunaçao | Ecossistemas Neotropicais | Grandes herbívoros | priorização espacial | restauração ecossistêmica | Rewilding trófico | Conservação |
Resumo Os Neotrópicos têm experenciado um intenso processo de defaunação ao longo das últimas eras, causando a perda e declínio populacional da fauna e comprometendo processos ecológicos fundamentais nos ecossistemas. Esse fenômeno afeta especialmente grandes mamíferos herbívoros, cuja ausência gera efeitos negativos na cascata trófica e na autorregulação ecossistêmica. Diante disso, há uma necessidade crescente para restaurar as funções e interações ecológicas perdidas por meio da reintrodução de espécies, especialmente grandes vertebrados, estratégia conhecida como rewilding trófico. Neste projeto buscamos selecionar áreas prioritárias para aplicação desta estratégia de restauração ecossistêmica através da reintrodução de grandes mamíferos herbívoros regionalmente extintos no Brasil. Para isso, iremos selecionar seis espécies de ungulados e primatas que apresentam severas reduções em suas distribuições geográficas ao longo dos biomas brasileiros: queixada (Tayassu pecari), cateto (Pecari tajacu), anta (Tapirus terrestris), cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) e muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides). Nós utilizaremos as Unidades de Conservação de Proteção Integral da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pampa como unidades espaciais foco, onde serão categorizadas e ranqueadas segundo o Area Rewilding Potential Score (ARPS), um índice que integra 17 indicadores espacialmente quantificáveis agrupados em cinco categorias: defaunação, biodiversidade, paisagem, clima e distúrbios. Esses indicadores serão normalizados em uma escala de 0 a 10 por categoria, resultando em um ARPS total de 0 a 50, que definirá a prioridade das áreas por bioma e por espécie. As análises combinarão geoprocessamento e estatística multivariada, permitindo a identificação de hotspots para o rewilding trófico através de grandes herbívoros no Brasil. Nossos resultados fornecerão subsídios científicos e práticos para o planejamento de conservação, contribuindo com uma abordagem sistematizada para a restauração dos ecossistemas Neotropicais frente as mudanças globais. (AU) | |
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