| Processo: | 26/12383-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2030 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira |
| Pesquisador responsável: | Eduardo Sterzi de Carvalho Júnior |
| Beneficiário: | Ana Beatriz Santos Oliveira |
| Instituição Sede: | Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Antropofagia Antropologia Oswald de Andrade Psicanálise Modernismo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antropofagia | Antropologia | Oswald de Andrade | Psicanálise | Modernismo |
Resumo Oswald de Andrade é o responsável pela formulação de uma teoria da cultura situada no contexto brasileiro, sugerindo a devoração como modalidade mítica de incorporação para além de um canibalismo que seria, como diria Freud, o protótipo da identificação. Trata-se, antes, de uma devoração como antídoto à impossibilidade de sustentar entre sujeito e objeto uma relação de alteridade que não resulte em aniquilação. Partindo da hipótese de que os estudos sobre as relações entre o eu e o outro mediadas por regimes de incorporação(alimentares, canibais ou rituais) permitem tensionar as leituras clássicas do narcisismo, oprojeto toma como ponto de partida o pensamento de Oswald para examinar quais teriam sido as razões que fundamentaram suas ligações estratégicas com a psicanálise, retornando às circunstâncias históricas e políticas que o levaram a tal. Buscamos elucidar em que medida, através do Manifesto Antropófago, se efetiva uma modalidade de revisão crítica da psicanálise pela via da arte, e de que maneira a adesão a um modelo alternativo de pensamento fundado nos modos de vida ameríndios foi fundamental para uma crítica cultural que esconde uma possível teoria do sujeito na retificação da psicanálise da época. Para tanto, cabe colocar em contraste o lugar da antropofagia na obra de Oswald e na compreensão psicanalítica da devoração e/ou incorporação em sua relação com o narcisismo, a fim de entender como o "consciente antropofágico" contradiz a terminologia estabelecida pelos textos psicanalíticos, resultando no desenvolvimento de uma alternativa à recepção da psicanálise no Brasil fora dos contextos médicos nos primeiros anos da vanguarda modernista paulista. (AU) | |
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