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Uso de células dendríticas transfectadas com RNA mensageiro que codifica a proteína hsp65 de Mycobacterium leprae como nova estratégia de vacinação gênica contra a tuberculose e hanseníase..

Processo: 06/01583-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2006
Vigência (Término): 31 de julho de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Arlete Aparecida Martins Coelho-Castelo
Beneficiário:Ana Paula Favaro Trombone Garlet
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):RNA mensageiro   Gene hsp65   Terapia genética   Tuberculose   Células dendríticas   Hanseníase

Resumo

Estudos desenvolvidos no Centro de Pesquisa em Tuberculose da FMRP-USP têm demonstrado que a vacinação, por via intramuscular, com DNA plasmideal codificando para Hsp65 de M. leprae (DNA-Hsp65) é capaz de proteger camundongos e cobaias contra subseqüente desafio com a cepa virulenta de M. tuberculosis. Além disso, também foi demonstrado que o DNA-hsp65 apresenta atividade terapêutica em animais previamente infectados com o bacilo da tuberculose. Apesar do sucesso das vacinas de DNA em modelos experimentais, e até o momento, não terem sido encontrados nenhum efeito colateral significativo para essas vacinas, algumas questões são sempre levantadas em relação à sua segurança. Dentre elas, a possibilidade de integração do DNA plasmideal com o genoma do hospedeiro; a capacidade das moléculas de DNA persistirem por longo tempo no núcleo; e a possibilidade de desenvolvimento de anticorpos anti-DNA. Devido aos possíveis riscos associados à vacinação com DNA plasmideal acima apontados, atualmente tem se optado por uma outra alternativa, que utiliza o RNA mensageiro (mRNA) em vez do DNA, e, neste caso, esses riscos seriam irrelevantes. Outra vantagem do mRNA em relação ao DNA, é que este último precisa entrar no núcleo da célula para ser transcrito e depois traduzido em proteína no citosol, enquanto que para o mRNA o processo de tradução seria realizado rapidamente no citosol. Diante da perspectiva de que a vacinação com mRNA possa ser uma abordagem eficiente e segura, nos propomos a avaliar nesse projeto a imunogenicidade e a proteção gerada pela imunização de camundongos Balb/c com células dendríticas transfectadas com mRNA codificando a proteína Hsp65 de Mycobacterium leprae (mRNA-Hsp65) como nova perspectiva de vacinação contra tuberculose e hanseníase.