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Injeção de lidocaína local versus compressão isquêmica no tratamento da mulher com dor pélvica crônica secundária a síndrome miofascial abdominal: trial clínico randomizado

Processo: 08/54486-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Omero Benedicto Poli Netto
Beneficiário:Carolina Alves Braz
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil

Resumo

Dor pélvica crônica (DPC) é uma dor na região inferior do abdome ou pelve com duração de pelo menos 6 meses e que necessita de tratamento clínico ou cirúrgico. A prevalência é de 4% em mulheres de 15 a 73 anos (superior à enxaqueca, asma e dor nas costas) chegando até 24% na idade reprodutiva. Estudos relatam que até 85% das mulheres com DPC possuem disfunções músculo-esqueléticas, sendo que destas, a síndrome miofascial abdominal (SMFA) é uma das principais. A SMFA é caracterizada como dor abdominal severa, originada por pontos de atilho localizados em músculos ou fáscias. Atualmente, o tratamento para SMFA consiste basicamente na injeção de anestésicos locais diretamente nos pontos de gatilho. Entretanto esta é uma técnica invasiva, com eficácia momentânea e com uma série de contra-indicações, tais como síncope vaso-vagal, miotoxicidade e até trauma muscular agudo. Por outro lado, a SMFA também pode ser tratada por meio da compressão isquêmica, técnica não invasiva e de eficácia duradoura. Neste projeto, objetivamos comparar a eficácia das duas técnicas no tratamento de mulheres com DPC secundária a SMFA. Para isso, realizaremos um trial clinico randomizado onde as pacientes (n=30 para cada grupo) serão tratadas com injeção local de anestésicos ou compressão isquêmica. Para avaliação da eficácia dos tratamentos, serão medidos amplitude de movimento, limiar de dor, depressão e qualidade de vida antes e após 1, 3 e 6 meses de tratamento. Este estudo pode contribuir para a escolha de um melhor tratamento para mulheres com DPC secundária a SMFA, melhorando a qualidade de vida das pacientes com DPC. (AU)