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Marcuse e Freud: a polêmica na interpretação

Processo: 00/07201-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2000
Vigência (Término): 31 de julho de 2002
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Pesquisador responsável:Wolfgang Leo Maar
Beneficiário:Marilia Mello Pisani
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Repressão   Teoria crítica   Cultura (sociologia)   Psicanálise

Resumo

Neste projeto pretendo comparar as obras "Eros e Civilização", escrita por Herbert Marcuse em 1955 e "O Mal-Estar na Civilização", escrita por Sigmund Freud em 1929, buscando suas convergências e divergências em termos da formulação de uma teoria social. Nestas obras os seus autores pensam a relação "indivíduo" e "sociedade", esboçando cada um, uma visão particular de vida em sociedade. Uma abordagem inicial mostrou algumas divergências referentes a determinados conceitos, que implicariam visões opostas desses autores quanto ao devir social. Em "O Mal-Estar na Civilização" se apresenta uma relação direta entre "infelicidade" e "sociedade", entre "repressão" e "civilização", de forma tal que o indivíduo, vivendo em sociedade, está condenado à infelicidade: sua teoria social é "anti-utópica" por excelência. Em "Eros e Civilização", Marcuse apresenta a possibilidade de uma nova sociedade, na qual os indivíduos inverteriam a tendência basicamente repressiva da civilização. O estudo comparativo dessas obras possibilitará uma melhor compreensão do percurso intelectual pelo qual Marcuse elabora "Eros e Civilização". (AU)