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Infecção por Leishmania chagasi em gatos com dermatopatias provenientes de área endemica para Leishmaniose visceral

Texto completo
Autor(es):
Juliana Peloi Vides
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba.
Data de defesa:
Membros da banca:
Marcia Marinho; Marcia Dalastra Laurenti
Orientador: Mary Marcondes
Resumo

Leishmaniose felina foi descrita pela primeira vez por Sergent e colaboradores em 1912 e, desde então, vários relatos de casos clínicos encontramse dispostos na bibliografia mundial. O objetivo do presente estudo foi pesquisar a infecção por Leishmania chagasi em 55 gatos com dermatopatias provenientes do município de Araçatuba, São Paulo, Brasil, área endêmica para leishmaniose visceral. A avaliação desses animais foi realizada por meio de exame parasitológico direto de órgãos linfóides; exame histopatológico e reação de imunoistoquímica para pesquisa de formas amastigotas do parasito em pele hígida e lesionada; ensaio imunoenzimático (ELISA) indireto e a reação de imunofluorescência indireta para pesquisa de anticorpos antiLeishmania chagasi; além da pesquisa de coinfecções por vírus da imunodeficiência felina e vírus da leucemia felina e ainda, nas lesões cutâneas, a pesquisa de ácaros, fungos e bactérias coexistentes. Dos 55 gatos avaliados, foram identificados 27 animais com leishmaniose visceral. Destes, 12 (44,4%) foram positivos nos exames parasitológicos de órgãos linfóides e da pele, 11 (40,7%) por sorologia e quatro (14,8%) por ambos os métodos. O exame histopatológico evidenciou a presença de formas amastigotas de Leishmania chagasi no interior de macrófagos da derme em apenas um dos gatos e, a reação de imunoistoquímica identificou o parasito em nove animais, incluindo aquele positivo na histopatologia de pele. Do total de animais positivos para leishmaniose visceral foi possível identificar a presença de anticorpos antivírus da imunodeficiência felina em cinco (18,5%). Ainda nesses animais, observouse o crescimento de colônias de Trichophytom spp., Microsporum spp., Aspergillus spp., Candida spp., Staphylococcus spp., Streptococcus spp. e Pseudomonas spp. Levandose em consideração a elevada ocorrência de Leishmania chagasi em gatos com lesões cutaneas (AU)

Processo FAPESP: 08/52489-5 - Pesquisa de leishmania sp. em lesoes cutaneas de felinos do municipio de aracatuba.
Beneficiário:Juliana Peloi Vides
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado