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Avaliação da audição em adolescentes expostos a música amplificada

Texto completo
Autor(es):
Marina Panelli
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Bauru.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/SDB)
Data de defesa:
Membros da banca:
Andréa Cintra Lopes; Deborah Viviane Ferrari; Sandra de Oliveira Saes
Orientador: Andréa Cintra Lopes
Resumo

A música é vista principalmente como arte e lazer e também pode exercer um importante papel na educação de adolescentes, trazendo muitos benefícios. Ela não é apenas agradável para a audição, contribui para o bem estar físico e emocional, desencadeiam sensações que podem afetar o humor, a memória, a função cerebral (córtex pré-frontal, raciocínio), frequência cardíaca, metabolismo e sistema imunológico e percepção da dor. No entanto, além dos benefícios da música, quando o indivíduo se expõe de forma inadequada, o prazer proporcionado pode trazer efeitos desagradáveis para a saúde. A indústria da música amplificada, e principalmente a popularização dos dispositivos sonoros portáteis individuais é crescente entre os jovens, tornando a perda auditiva induzida por elevados níveis de pressão sonora entre crianças e adolescentes uma preocupação evidente. Os riscos, para adquirir a perda auditiva dependem de fatores como número de horas de uso dos fones auriculares ou intensidade. A quantidade de intensidade sonora bem como o tempo que se fica exposto a eles são fatores determinantes da capacidade de prejudicar a audição. Embora estes jovens estejam habituados à exposição à música elevada, não possuem conhecimento sobre os danos auditivos futuros que podem ser causados pela exposição, e quando apresentam esse conhecimento, não sabem exatamente como prevenir estes danos e proteger a sua audição. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi: Investigar o nível de informação que os adolescentes têm sobre a música amplificada e a saúde auditiva bem como seus hábitos de escuta, investigar a prevalência de zumbido e alterações auditivas em adolescentes de ambos os sexos, e realizar revisão sistemática sobre os artigos relacionados ao tema. 59 adolescentes participaram deste estudo, responderam a um questionário sobre música amplificada e audição. O THI, foi realizado quando relataram zumbido. Realizaram meatoscopia, imitanciometria, audiometria tonal liminar e de alta frequência e logoaudiometria. Nos resultados, a pergunta formulada na revisão sistemática de literatura foi respondida e evidenciou que embora os jovens tenham uma informação prévia dos riscos da música amplificada e a audição, não é uma informação concreta e não demonstram vontade de mudar seus hábitos de escuta. Nos resultados do estudo clínico, embora não tenha sido encontrada perda auditiva, as curvas audiométricas sugeriram uma futura PAIM, e os questionários mostraram que os adolescentes tem uma informação prévia do assunto, ainda fazem o uso incorreto da música amplificada. Levando a concluir que campanhas efetivas e eficientes com informações completas devem ser feitas, de forma que atinja o interesse dos adolescentes e mude o seu comportamento frente à música amplificada, para que não se crie uma geração de jovens surdos. (AU)

Processo FAPESP: 12/02763-9 - Avaliação da audição em adolescentes expostos a música amplificada
Beneficiário:Marina Panelli
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado