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Dinâmica de diversificação de Placentalia (Mammalia): integrando o registro fóssil com filogenias moleculares

Texto completo
Autor(es):
Mauro Toshiro Caiuby Sugawara
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências
Data de defesa:
Membros da banca:
Tiago Bosisio Quental; Paulo Roberto Guimaraes Junior; Alex Christian Rohrig Hubbe
Orientador: Tiago Bosisio Quental
Resumo

O efeito de caracteres intrínsecos na dinâmica de diversificação foram extensamente investigados e diversos caracteres foram associados com aumentos na diversificação. Contudo, os possíveis efeitos negativos de um caractere sobre a diversificação de uma linhagem foram em grande parte ignorados. No presente trabalho integramos o registro fóssil com dados moleculares para estudar a dinâmica de diversificação de Placentalia, focando nas ordens em declínio de diversidade, e investigamos possíveis mecanismos responsáveis por gerar os padrões de diversificação encontrados. Mais especificamente nós: 1- determinamos quais das 21 ordens de Placentalia estão em declínio de diversidade (i.e., Declínio); 2- investigamos se o Declínio apresenta um sinal filogenético; 3- testamos a hipótese de que o tamanho do corpo está relacionado com o Declínio; 4- testamos a hipótese de que as ordens em Declínio possum menor disparidade morfológica; 5- investigamos se as ordens em Declínio, inferido a partir do registro fóssil, são as mesas com maior risco de extinção na atualidade. Nossas análises indicam que a maioria das ordens de mamíferos placentários apresentam um signal consistente com o Declínio e, embora o Declínio não esteja igualmente distribuído entre as superorderns de Placentalia, não há um signal filogenético significativo para as ordens em Declínio. Nossos resultados indicam uma correlação positiva entre o Declínio e o tamanho corporal médio de cada ordem que está de acordo com estudos prévios sobre evolução do tamanho do corpo. Argumentamos que estes resultados sugerem uma dinâmica de evolução complexa: tamanho corpóreo grande seria um atrator evolutivo que gera a tendência das linhagens aumentarem de tamanho, todavia, o aumento do tamanho do corpo seria contrabalançado pela maior susceptibilidade ao Declínio. Outrossim, encontramos uma correlação negativa entre o Declínio e a variação morfológica. Argumentamos que essa correlação poderia indicar dois possíveis cenários: (i) a baixa variação morfológica seria responsável pela redução no número de linhagens e tornaria as ordens mais susceptíveis ao declínio de diversidade; (ii) a baixa variação morfológica teria sido gerada pela diminuição da diversidade. Por último, o risco de extinção das espécies atuais não está correlacionado com o Declínio, o que sugere que os mecanismos responsáveis pelo Declínio no passado e no presente não são os mesmos. (AU)

Processo FAPESP: 13/10885-0 - Dinâmica da diversificação de Placentalia (Mammalia): integrando o registro fóssil com filogenias moleculares.
Beneficiário:Mauro Toshiro Caiuby Sugawara
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado