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Estudo epidemiológico e aspectos ecológicos da leishmaniose visceral canina no Estado do Maranhão

Texto completo
Autor(es):
Andrea Pereira da Costa
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
Data de defesa:
Membros da banca:
Arlei Marcili; Ricardo Augusto Dias; Rita de Maria Seabra Nogueira de Candanedo Guerra; Marcelo Bahia Labruna; Richard de Campos Pacheco
Orientador: Arlei Marcili
Resumo

As transformações demográficas, as mudanças globais no clima, somadas ao fato de que as pessoas vivem em extrema pobreza, sem saneamento básico e educação, criam condições para o constante surgimento de novas formas de expressão de doenças. Dentre os inúmeros parasitos de importância médica, destacam-se diferentes espécies dos gêneros Leishmania e Trypanosoma, protozoários agentes de um amplo espectro de doenças. O estudo realizado no Maranhão deve-se a sua localização entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil, o que permite ter uma grande diversidade de ecossistemas, que aliados as interferências ambientais, a migração populacional desordenada, profundas alterações ecoepidemiológicas, modificam o nível de endemicidade das doenças tropicais. O presente estudo tem por objetivo principal conhecer a magnitude da infecção por leishmaniose canina no Estado do Maranhão e seus reservatórios silvestres, nos diferentes ecossistemas da região, além de conhecer a diversidade de parasitas do gênero Trypanosoma em animais silvestres, através do diagnóstico parasitológico (isolamento em hemocultura- BAB/LIT), sorológico (RIFI, DPP e ELISA) e diagnóstico molecular (SSUrDNA e gGAPDH). Um total de 160 amostras caninas foram coletadas em cada ecossistema, nos municípios de São Bento (Baixada Maranhense), Cururupu (Mangue), Caxias (Cocais), Açailândia (Amazônia), São Domingos (Cerrado) e Barreirinhas (Restinga). Para captura de pequenos mamíferos silvestres foram utilizadas armadilhas do tipo gaiolas (Shermman e Tomahawk) e redes de neblina para a captura de morcegos. Um total de 7/960 (0,73%) amostras foram positivas para Leishmania infantum chagasi através do isolamento e dois isolados criopreservados. Dos ensaios sorológicos, 148/960 (15,4%), 126/ 960 (13,1%) e 568/960 (59,1%) foram positivas para DPP, RIFI e ELISA. Foram obtidas amostras de 133 animais silvestres das ordens Chiroptera, Rodentia, Didelphimorphia e Carnivora distribuídas em 34 espécies. As hemoculturas destes animais resultaram em onze amostras positivas e nove isolados criopreservados provenientes de morcegos e marsupiais. A análise filogenética baseada do gene SSUrDNA segregaram os isolados obtidos dos animais silvestres nas espécies Trypanosoma cruzi marinkellei (dois isolados) e Trypanosoma cruzi (sete isolados) (AU)

Processo FAPESP: 11/19853-8 - Estudo epidemiológico e aspectos ecológicos da leishmaniose visceral canina no Estado do Maranhão
Beneficiário:Andréa Pereira da Costa
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado