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Mecanismos e consequências da geração de massa dinâmica para o gluon

Autor(es):
Clara Teixeira Figueiredo
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Física Gleb Wataghin
Data de defesa:
Membros da banca:
Adriano Antonio Natale; Marcio José Menon
Orientador: Arlene Cristina Aguilar
Resumo

Neste trabalho, descrevemos os mecanismos de geração de uma massa dinâmica para o gluon no regime não perturbativo da QCD. Além disso, analisamos o impacto que essa geração de massa do gluon aliada ao comportamento do ghost, que permanece não massivo no região não perturbativa, causa em outras funções de Green fundamentais da QCD. A partir das equações de Schwinger-Dyson, apresentamos um formalismo teórico generalizado para lidar com a geração de massa para o gluon em teorias de Yang-Mills. A construção central se baseia na ação combinada das identidades de Ward satisfeitas pelos vértices não perturbativos (dentro do esquema PT-BFM) e uma identidade especial, chamada identidade de seagull, nos diagramas que compõem a equação de Schwinger-Dyson do propagador de gluon. O resultado dessas considerações é que o gluon permanece rigorosamente não massivo, desde que os vértices não contenham polos. Quando tais polos são incorporados aos vértices da teoria, os termos se combinam de tal forma que a aniquilação total de divergências quadráticas permanece e, ao mesmo tempo, aparecem contribuições residuais que provocam a saturação do propagador de gluon no infravermelho profundo. Esses polos se comportam como excitações de estado ligado não massivas e podem ser estudados a partir das equações de Bethe-Salpeter. As análises realizadas previamente dentro desse contexto consideravam apenas a possibilidade de polo no vértice de três gluons, desprezando efeitos advindo de possíveis polos nos demais vértices. Aqui, nós obtemos a contribuição da presença de um polo no vértice gluon-ghost para a equação dinâmica que descreve a criação de tais polos. Por fim, nota-se que o fato do gluon ganhar um massa dinâmica e o ghost permanecer não massivo impacta algumas das funções de Green da teoria, em particular o propagador de gluon e o vértice de três gluons. Assim, verificamos que o comportamento divergente dos loops de ghost induz simultaneamente um máximo no propagador de gluon e um mínimo em seu termo cinético. Além disso, esses loops provocam uma mudança de sinal e uma divergência negativa no infravermelho em um dos fatores de forma do vértice de três gluons, calculado em uma configuração cinemática especial (AU)

Processo FAPESP: 14/16247-8 - Efeitos de loops de ghost divergentes na presença de quarks dinâmicos
Beneficiário:Clara Teixeira Figueiredo
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado