Texto completo
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| Autor(es): |
Thália do Socorro Serra Gama
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | São Paulo. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências (IBIOC/SB) |
| Data de defesa: | 2017-04-18 |
| Membros da banca: |
Diego Demarco;
Inês Cordeiro;
Orlando Cavalari De Paula
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| Orientador: | Diego Demarco |
| Resumo | |
As Euphorbiaceae s.l. distribuem-se nos mais variados tipos de vegetação e habitat, sendo uma das maiores, mais complexas e diversificadas famílias das angiospermas. Sua classificação foi discutida durante muito tempo por diversos autores e, atualmente, as análises filogenéticas, comprovaram seu polifiletismo, dando suporte ao desmembramento em seis famílias distintas: Phyllanthaceae, Picrodendraceae, Putranjivaceae, Pandaceae, Peraceae e Euphorbiaceae s.s. Considerando a diversidade floral destas famílias, quatro espécies foram selecionadas para este trabalho, visando amostrar os diferentes grupos: Phyllanthus urinaria (Phyllanthaceae), Piranhea trifoliata (Picrodendraceae), Alchornea sidifolia (Euphorbiaceae s.s.) e Microdesmis caseariifolia (Pandaceae). Poucos são os estudos detalhados sobre a estrutura floral de representantes das famílias segregadas de Euphorbiaceae s.l., o que dificulta o uso acurado dos caracteres florais em estudos sobre sistemática e evolução dos grupos em questão. Além disso, as informações sobre as implicações funcionais dessas características na biologia das espécies são limitadas. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi analisar a morfologia da floral, com ênfase nos padrões de desenvolvimento, vascularização e estruturas secretoras. Para isso, botões florais e flores em diversos estágios de desenvolvimento foram fixados, desidratados, incluídos em parafina ou historresina, seccionados e corados, além das análises em MEV e MET que auxiliaram na investigação da ontogênese floral e tecido nectarífero. Como principais resultados das análises estruturais, encontramos que Phyllanthus urinaria possui sépalas e pétalas, bem como Piranhea trifoliata, espécies pertencentes ao clado Phyllanthaceae + Picrodendraceae. Logo, flores desses grupos devem ser analisadas a partir de sua origem e vascularização para que haja um melhor entendimento da trajetória evolutiva do perianto nessas famílias. Piranhea trifoliata também apresentou estaminódios que podem indicar um processo transicional durante a evolução do grupo. Em Alchornea sidifolia nós encontramos padrões de desenvolvimento que explicam a formação de características de plantas anemófilas, como a produção de mais flores nas inflorescências masculinas do que nas femininas, flores unissexuais com perianto reduzido, ausência de nectários e flores femininas com uma extensa região estigmática. Essa espécie também apresenta uma característica peculiar em relação ao número de carpelos, que geralmente são três nas Euphorbiaceae e na das Malpighiales, mas A. sidifolia apresenta dois carpelos. Microdesmis caseariifolia mostrou variação no número de estames, presença de obturador placentário e pistilódio, sendo todas essas características novidades para a família. Este estudo contribuiu com o conhecimento floral das diferentes famílias, bem como permitiu criar hipóteses a serem abordadas em futuros estudos sobre a estrutura e evolução de caracteres florais em Malpighiales (AU) | |
| Processo FAPESP: | 13/10518-7 - Estudo das variações florais e da inflorescência em Phyllanthaceae, Picrodendraceae, Putranjivaceae e Euphorbiaceae: anatomia e desenvolvimento |
| Beneficiário: | Thália Do Socorro Serra Gama |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |