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Estrutura geográfica da interação entre abelhas coletoras de óleo e Krameria Loefl. (Krameriaceae): funcionalidade e integração fenotípica de caracteres florais

Texto completo
Autor(es):
Liedson Tavares de Sousa Carneiro
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências
Data de defesa:
Membros da banca:
Isabel Alves dos Santos; Suzana de Fátima Alcantara; Felipe Wanderley Amorim; Rodrigo Cogni
Orientador: Isabel Alves dos Santos
Resumo

Nesse estudo, explorei aspectos da ecologia evolutiva da interação planta-polinizador, ao avaliar o fenótipo floral sob pressões seletivas geograficamente divergentes. Para isso utilizei a interação entre abelhas coletoras de óleo e Krameria (Krameriaceae) como sistema modelo. A tese abrange a história natural do sistema e manipulações experimentais in situ que deram suporte à investigação sobre integração floral no contexto multipopulacional. No primeiro capítulo, estudei a biologia da polinização de Krameria tomentosa, listando as espécies de visitantes florais associadas a suas flores. Assim, mostrei que essa espécie depende de seus polinizadores para o sucesso na polinização e que a maioria das abelhas coletoras de óleo associada a suas flores pertence ao gênero Centris (Centridini). No entanto, observei uma alta frequência de abelhas coletoras de pólen nessa espécie que parecem contribuir com a manutenção da polinização na população. No segundo capítulo, mostrei que há uma variação geográfica na assembleia de polinizadores de K. grandiflora que inclui diferentes comportamentos e ajustes à morfologia floral da espécie. Desse modo, testei a significância funcional das três estruturas especializadas das flores de Krameria (cálice conspícuo, pétalas petaloides e elaióforos) em dois cenários contrastantes de ajuste entre a arquitetura floral e o polinizador. No entanto, diferenças não foram detectadas. O ajuste mecânico que os elaióforos provêm parece essencial para o sucesso na polinização no grupo. No terceiro capítulo, demonstrei que populações similares no padrão de correlação de seus caracteres florais, apresentam composição e diversidade funcional de polinizadores semelhantes, sugerindo que diferenças na morfologia combinadas à abundância de polinizadores influenciam o padrão de integração fenotípica. Portanto, esses resultados mostram uma situação em que a variação geográfica na assembleia de polinizadores parece promover a diferenciação da estrutura correlacional do fenótipo floral (AU)

Processo FAPESP: 13/00181-5 - Estrutura em mosaico geográfico da interação entre espécies de Krameria Loefl. (Krameriaceae) e abelhas coletoras de óleo
Beneficiário:Liedson Tavares de Sousa Carneiro
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado