Busca avançada
Ano de início
Entree


Desenvolvimento e aplicação de sistemas de alerta fitossanitário para o manejo da ferrugem do cafeeiro

Texto completo
Autor(es):
Fernando Dill Hinnah
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Paulo Cesar Sentelhas; Luiz Roberto Angelocci; Carlos Alberto Alves Meira
Orientador: Paulo Cesar Sentelhas
Resumo

O cultivo do cafeeiro é de grande importância para o Brasil, sendo cultivado em mais de 2 milhões de hectares. Diversas doenças influenciam a produtividade, sendo a ferrugem do cafeeiro (CLR), a principal. Ocasionada pelo fungo Hemileia vastatrix, a CLR é capaz de reduzir a produtividade em até 35%. A estratégia mais comum de controle dessa doença é a aplicação de fungicidas foliares, baseado no período residual e de acordo com a intensidade da doença na região. Este método tradicional não considera a influência do clima no desenvolvimento da doença. Com o objetivo de desenvolver um sistema de previsão (FS) para o manejo da CLR utilizando dados de experimentos de campo obtidos desde 1998, diversas etapas foram realizadas: a) análise epidemiológica; b) relação da taxa de progresso da doença com variáveis ambientais; c) desenvolvimento do FS, visando racionalizar o controle químico; d) avaliação do desempenho do FS, em experimentos de campo; e) geração de índices agroclimáticos de favorabilidade para a ocorrência da CLR nas áreas produtoras de café do Brasil; e f) avaliar efeitos do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS) nas epidemias de CLR. Foram analisadas 88 epidemias de CLR, em Varginha, Boa Esperança e Carmo de Minas, MG, sendo o modelo de Gompertz o que resultou em melhor ajuste à curva de progresso da doença. Usando metodologia stepwise, as taxas de progresso mensais da doença foram estimadas com regressões lineares múltiplas, baseada em dados de temperatura mínima e umidade relativa do ar. O melhor modelo de estimativa resultou em menos de 9.5% de ocorrências de falso negativos, durante os meses avaliados. Para avaliar o desempenho do FS, dois experimentos foram realizados na safra 2015-16 (Varginha e Boa Esperança, MG) e cinco na safra 2016-17 (Varginha, Boa Esperança, Uberlândia, Buritizal e Campinas). Os tratamentos baseados no FS resultaram em melhor desempenho que o sistema tradicional em seis experimentos, à exceção de Campinas. Este desempenho inferior evidenciou a necessidade de calibração de limiares em diferentes locais, diferentes da região onde o FS foi desenvolvido, devido a sua base empírica. Para avaliar o risco da doença, a taxa de progresso diária foi estimada em 46 locais da região produtora de café, durante as estações de cultivo disponíveis, em uma base de dados históricos de 1961 a 2015, gerando as taxas de progresso acumuladas (CIR). Para cada local e estação, cinco classes com pontuação de Muito Baixo (0) a Muito Alto (4) foram atribuídas, gerando valores de risco. Utilizando regressão linear múltipla, o risco para a CLR foi espacializado em função dos valores de coordenadas geográficas e altitude. Os riscos Médio e Alto foram os mais comuns onde atualmente se cultiva café. No mesmo período de dados meteorológicos, a CIR de 45 locais foi estimada, sendo as estações classificadas em função das possíveis fases de ENOS: El Niño (EN), Neutro (NT) e La Niña (LN). Houve predominio da ausência de efeito do ENOS na CLR no Brasil. Apenas nos estados do PR e SP o EN induziu a uma maior CIR. (AU)

Processo FAPESP: 14/17781-8 - Desenvolvimento e aplicação de sistemas de alerta fitossanitário para o manejo de doenças do cafeeiro
Beneficiário:Fernando Dill Hinnah
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado