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Influência de próteses sobre implantes sobre a fala e limiar de deglutição de idosos edêntulos

Texto completo
Autor(es):
Ingrid Andrade Meira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba, SP.
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Renata Cunha Matheus Rodrigues Garcia; Giselle Rodrigues Ribeiro; Ana Carolina Pero Vizoto; Raissa Micaella Marcello Machado; Luciana Asprino
Orientador: Renata Cunha Matheus Rodrigues Garcia
Resumo

Próteses totais sobre implantes (PTis) se constituem em alternativas para melhorar a retenção e estabilidade de próteses totais convencionais (PTs). É sabido que PTis melhoram a mastigação e distúrbios na articulação da fala dos usuários de PTs. Diante disso, necessita-se resumir a literatura para compreender as contribuições do uso das PTis na articulação da fala. Ademais, pouco se sabe sobre a influência de overdentures mandibulares sobre implante único (OUIs) na fala, nos movimentos mandibulares e no limiar de deglutição de idosos edêntulos. Portanto, objetivou-se: revisar sistematicamente os distúrbios articulatórios em usuários de PTs e PTis com ao menos uma arcada dentária edêntula (capítulo 1); examinar por meio de estudo clínico pareado, a articulação da fala, movimentos mandibulares durante a fala e limiar de deglutição em idosos reabilitados com novas PTs e OUIs (capítulo 2). Para a condução da revisão sistemática, buscas em bases de dados foram realizadas, e estratégia PICO foi adotada (Participantes: indivíduos com pelo menos uma arcada dentária edêntula, Intervenção: PTis, Comparador: PTs e Desfecho: distúrbios articulatórios). Para o estudo clínico foram selecionados 22 idosos (66,7 ± 4,6 anos) usuários de PTs antigas, com audição normal ou perda auditiva leve (Lloyd & Kaplan, 1978) e com rebordos mandibulares Classe II e III, segundo American College of Prosthodontists (1999). A articulação da fala, movimentos mandibulares durante a fala e limiar de deglutição dos idosos foram avaliados com as PTs insatisfatórias. A seguir, todos receberam novas PTs, e após 2 meses de uso, as variáveis foram novamente examinadas. Subsequentemente, implante foi instalado na região central da mandíbula, e as novas PTs mandibulares foram convertidas em OUIs. Após 2 meses de uso das OUIs, os idosos foram reavaliados. Foram aplicados teste de Cochran–Mantel–Haenszel para comparar os distúrbios articulatórios entre os tratamentos protéticos, e ANOVA e teste t para os movimentos mandibulares e limiar de deglutição. Na revisão sistemática encontrou-se que a distorção no /s/ foi mais frequente nos primeiros 6 meses de uso de PTis fixas maxilares do que com as PTs. Diferença não foi reportada para os distúrbios articulatórios entre os usuários de PTis fixas e PTs mandibulares. Entretanto, a qualidade da evidência para os distúrbios articulatórios foi muito baixa. No estudo clínico, diferença não foi observada na articulação da fala entre as novas PTs e as OUIs (P> 0,05). Foi encontrada redução da frequência do ceceio anterior no /s/ e /z/ com a inserção de novas PTs em comparação com as antigas (P <0,05). A retrusão mandibular diminuiu após a instalação das novas PTs e OUIs (P <0,05) comparado com as PTs antigas. X50 reduziu (P <0,05) após as novas PTs e OUIs. Conclui-se que PTis fixas maxilares nos primeiros 6 meses de uso podem contribuir na distorção do /s/ em pacientes que já faziam uso de PTs. No entanto, esse achado deve ser analisado com cautela. Em curto prazo, a principal vantagem do uso das OUIs, refere-se a melhor trituração dos alimentos. Novos estudos interdisciplinares avaliando a fala de usuários de próteses dentárias são necessários (AU)

Processo FAPESP: 18/23013-4 - Impacto de overdentures retidas por um único implante central mandibular sobre o limiar de deglutição, qualidade de vida e fala de idosos edêntulos
Beneficiário:Ingrid Andrade Meira
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto