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Papel do neuropetídeo a-MSH na micróglia: implicações imunometabólicas

Texto completo
Autor(es):
Felipe Corrêa da Silva
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Campinas, SP.
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Pedro Manoel Mendes de Moraes Vieira; Niels Olsen Saraiva Camara; Licio Augusto Velloso
Orientador: Pedro Manoel Mendes de Moraes Vieira
Resumo

A compreensão dos mecanismos da gênese da obesidade, bem como a capacidade de reversão do fenótipo obeso, é de extrema importância para a prevenção e combate desta patologia e suas comorbidades. O hipotálamo, localizado no sistema nervoso central, coordena a homeostase energética, através da atuação de duas populações neuronais com funções antagônicas. O consumo de dietas ricas em gorduras saturadas promove inflamação hipotalâmica e prejudica a sinalização anorexigênica, que possui como efetores funcionais os clivados do peptídeo POMC. Sabe-se que a disfunção dos neurônios anorexigênicos (neurônios que expressam POMC) ocorre devido a instalação do processo inflamatório e em dois níveis distintos: numérico (morte celular) e funcional. Os peptídeos clivados de POMC, além de seu papel na homeostase energética, apresentam conhecidos papéis anti-inflamatórios. Nenhum trabalho até então explorou o impacto da disfunção de tais peptídeos na inflamação hipotalâmica. Hipotetizamos que a disfunção de neurônios POMC é um dos eventos necessários para a perpetuação e intensificação do sinal inflamatório no hipotálamo, uma vez que ocorre diminuição dos níveis teciduais de alfa-MSH, um dos peptídeos clivados a partir de POMC, em condições obesogênicas. Avaliamos o papel de alfa-MSH na função efetora de micróglia primária. Nossos dados demonstraram que o alfa-MSH reduz a secreção de citocinas pró-inflmatórias pela micróglia induzida pela ativação com LPS devido à atuação do neuropeptídeo no receptor de melanocortina 3 (MC3R). O tratamento com alfa-MSH também aumenta a atividade fagocítica de micróglia. Tais efeitos imunorreguladores são dependentes de alterações no metabolismo celular, havendo significativa redução da glicólise em células tratadas com alfa-MSH. Porém, não houve participação do metabolismo mitocondrial (oxidação fosforilativa e produção de ATP mitocondrial) nos efeitos imunorreguladores do alfa-MSH. Além disso, animais agudamente tratados com alfa-MSH, através de injeção estereotáxica, apresentaram redução da inflamação hipotalâmica, corroborando o fenótipo encontrado em cultura celular. Desta maneira, é possível afirmar que o neuropeptídeo ?-MSH é modulador da micróglia, levando a alterações em sua função efetora em um mecanismo dependente de alterações imunometabólicas (AU)

Processo FAPESP: 17/06225-5 - Influência do sintético ([Nle4, D-Phe7]-±-MSH no metabolismo de micróglia: possíveis implicações na obesidade
Beneficiário:Felipe Corrêa da Silva
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado