Texto completo
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| Autor(es): |
Mariana Marques Pulhez
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas |
| Data de defesa: | 2022-05-30 |
| Membros da banca: |
Guita Grin Debert;
Jane Russo;
Cynthia Andersen Sarti;
Carmen Simone Grilo Diniz;
Maria Filomena Gregori
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| Orientador: | Guita Grin Debert |
| Resumo | |
Esta tese analisa as controvérsias envolvidas na construção da violência obstétrica enquanto um problema social, jurídico e científico no contexto brasileiro. Considerando o crescimento, na última década, de uma agenda política de reivindicações em torno dos direitos das mulheres no parto - pautada pelo chamado movimento pela humanização do parto e nascimento -, trata-se de compreender as arenas de disputas envolvidas nas definições de violência obstétrica e seus efeitos nas discussões acerca da assistência obstétrica no Brasil. Com base numa metodologia qualitativa, foi realizada uma etnografia dos usos de violência obstétrica, perseguindo a expressão em espaços de debates acerca da assistência ao parto: seminários, palestras, congressos de medicina, congressos militantes, cursos de formação para advogados, audiências públicas, entre outros; além disso, foram analisados documentos referentes à questão da humanização do parto e do nascimento, como pareceres, resoluções, portarias, leis e projetos de leis e realizadas entrevistas com personagens importantes nas controvérsias em torno da violência obstétrica. A tese mostra que violência obstétrica pode ser lida como um conceito fronteira, isto é, um conceito vago, impreciso, e de difícil definição, e que por isso mesmo vem ganhando cada vez mais espaço nas agendas de debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Desta maneira, coloca-se em perspectiva a composição de uma gramática própria do combate à violência obstétrica, dada através da articulação entre o léxico dos direitos humanos e o da ciência, e que se traduz nas ideias de autonomia, consentimento e informação de qualidade (AU) | |
| Processo FAPESP: | 15/09862-0 - Violência obstétrica: luta por reconhecimento, judicialização e a noção de um "bom parto" |
| Beneficiário: | Mariana Marques Pulhez |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |