Texto completo
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| Autor(es): |
Gabriella Labate Frugis
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | São Paulo. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Geociências (IG/BT) |
| Data de defesa: | 2022-12-12 |
| Membros da banca: |
Mario da Costa Campos Neto;
Marly Babinski;
Bernardo Tavares Freitas;
Joseneusa Brilhante Rodrigues
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| Orientador: | Mario da Costa Campos Neto |
| Resumo | |
A aglutinação final de Gondwana Ocidental é registrada em faixas orogênicas diacrônicas no neoproterozoico-paleozoico com ambientes tectônicos distintos e envolvendo diversos blocos continentais. A Faixa Paraguai, o braço orogênico mais ocidental da Província Tocantins, é o resultado da interação entre os cratons Amazônico, Paranapanema e São Francisco-Congo. O segmento mais oriental da faixa compreende sequências metassedimentares e metavulcânicas que registraram o contexto de rifte à margem passiva durante o toniano-criogeniano. Este trabalho apresenta geoquímica elemental e isotópica de Nd-Sr em rocha-total e U-Pb, Lu-Hf e O em zircão em rochas metassedimentares, metavulcânicas e metavulcanoclásticas assim como em ortognaisses e granitoides da Faixa Paraguai Oriental e da sequência mais ocidental do Arco Magmático de Goiás do Orógeno Brasília. A abordagem através da geoquímica e geocronologia sugere que a Sequência Metavulcanossedimentar Nova Xavantina registrou estágio de abertura de rifte em 715-750 Ma no contexto de retro-arco em resposta à formação do Arco Magmático de Goiás devido ao regime convergente do Oceano Goiás-Pharusiano. Dados de HfO em zircão de tufos sugerem influência de material juvenil de ca. 710 Ma a partir de astenosfera rasa. A presença de material evoluído e mais antigo nestes tufos propõe a erosão de embasamento antigo nas ombreiras do rifte. O vulcanismo de ca. 750 Ma registrado pela Sequência Metavulcanossedimentar Bom Jardim de Goiás, no lado do Orógeno Brasília, provavelmente está associado a evolução de um arco magmático juvenil acrescido ao Arco Magmático de Goiás. A Unidade Glaciomarinha, uma sequência tipo-Grupo Cuiabá, registra a erosão de embasamento meso a paleoproterozoico e deposição em ambiente de margem passiva na borda cratônica do Amazonas. Resultados de Hf-O em zircão indicam acresção juvenil do mesoproterozoico nas províncias do cráton. A pequena quantidade de material criogeniano-toniano no registro sedimentar sugere maior distância entre o Arco Magmático de Goiás e a bacia de margem passiva. As rochas metassedimentares da Unidade Foreland documentam a erosão direta de fonte juvenil de 700-800 Ma localizado no Arco Magmático de Goiás com menor influência de material mais antigo. Os resultados obtidos sugerem que a história geológica da Faixa Paraguai Oriental começou em resposta da evolução do Orógeno Brasília, onde o rifteamento no ambiente de retro-arco separaria as paleoplacas do Amazonas e Paranapanema em 715-750 Ma. A evolução do rifte teria aberto a possibilidade da formação de crosta oceânica dando espaço a uma bacia protooceânica. A margem passiva da Unidade Glaciomarinha teria se estabelecido na borda cratônica do Amazonas com influência de regime marinho e glacial até ca. 650-630 Ma. A mudança do regime extensional para contracional é registrada pela Unidade Foreland em ca. 550-530 Ma, sendo depositada no Arco Magmático de Goiás, retratado por ortognaisses de 615-630 Ma encontrados no embasamento, indicando a prolongação do arco para oeste além dos limites das orógenos Paraguai-Brasília. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 17/18174-6 - Proveniência sedimentar dos segmentos internos da Faixa Paraguai - Domínios paleogeográficos distais de uma margem passiva? |
| Beneficiário: | Gabriella Labate Frugis |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |