Texto completo
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| Autor(es): |
Pedro Henrique Gallo Francisco
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia |
| Data de defesa: | 2023-03-08 |
| Membros da banca: |
Selma Giorgio;
Danilo Ciccone Miguel;
Fausto Bruno dos Reis Almeida
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| Orientador: | Selma Giorgio; Marcelo Brocchi |
| Resumo | |
As leishmanioses são doenças negligenciadas, causadas pelo protozoário pertencente ao gênero Leishmania spp., parasita principalmente de macrófagos. As formas da doença variam desde lesões cutâneas simples que podem ser autorresolutivas, até a forma visceral que, quando não tratada, pode ser fatal. No Brasil, as principais espécies envolvidas na leishmaniose cutânea localizada (LCL) são L. braziliensis e L. amazonensis. A úlcera típica da LCL é indolor e costuma localizar-se em áreas expostas da pele, onde coinfecções secundárias causadas por Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus são observadas com frequência em clínica. O papel da coinfecção secundária na evolução e desfecho da LCL não foi comprovado, mas o conjunto de sinais e sintomas resultantes do processo pode prejudicar o quadro clínico dos hospedeiros infectados, requerendo tratamento específico. Este trabalho teve como objetivo, analisar a influência da presença de vesículas de membrana externa (OMVs) de P. aeruginosa ATCC 27853, ou de vesículas extracelulares (EVs) de S. aureus ATCC 25923, frequentemente reportadas durante a LCL, em macrófagos previamente infectados com L. amazonensis, e se a carga parasitária, produção de óxido nítrico (NO) e de citocinas são alteradas. As análises das vesículas das bactérias estudadas, por microscopia eletrônica de transmissão e nanorastreamento, são consistentes com os achados da literatura, acerca de seu diâmetro e concentração. Os resultados mostraram reduções significativas na porcentagem de macrófagos infectados (13,29% - 80,6%), número de amastigotas/macrófago infectado, Índice de Infecção (IF) e número de macrófagos viáveis (29,11% - 77,88%), nas co-culturas de macrófagos infectados com L. amazonensis e expostos as vesículas de ambas as bactérias. Foram observadas alterações morfológicas nas culturas de macrófagos expostas as vesículas, sem infecção pelo parasita, quando comparado com o controle saudável, sem exposição as vesículas. As quantificações de NO, IL-6 e IL-4 revelaram uma produção diminuída, enquanto as citocinas IL-1? e TNF-? revelaram uma produção aumentada, nas co-culturas de macrófagos infectadas com L. amazonensis e expostas as vesículas de ambas as bactérias. Esses dados sugerem um possível efeito de modulação negativa da resposta celular mediada por NO, IL-6 e IL- 4, e uma regulação positiva para a resposta inflamatória, quando as vesículas entram em contato com macrófagos previamente infectados com o parasita, sugerindo um possível papel nas reduções nos parâmetros mencionados anteriormente. Dados reportados na literatura, demonstraram que vesículas de bactérias são imunogênicas e medeiam a resposta inflamatória por receptores Toll-like (TLR), ativando a via dos inflamassomos NLRP3 e das caspases, desencadeando disfunção mitocondrial por proteínas apoptóticas. Conclusivamente, os dados mostram que o modelo de infecção de macrófagos com L. amazonensis e exposição as vesículas, mimetiza e reproduz uma interação entre hospedeiro-parasita-bactéria, pois são altamente imunogênicas em células hospedeiras, podem ativar a via TLR, e serem utilizadas como importantes alvos para plataformas vacinais futuramente (AU) | |
| Processo FAPESP: | 19/11061-7 - Efeito da interação de macrófagos co-cultivados com Leishmania spp. e bactérias no controle da infecção parasitária |
| Beneficiário: | Pedro Henrique Gallo Francisco |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |